Publicada em 18/11/2025 às 10h54.
Menina de 7 anos que perdeu membros precisa de tratamento fora de PE para não perder a visão
Sem especialistas no estado, família de Caruaru busca apoio financeiro para levar Selene a São Paulo, onde médico realiza terapia experimental com células-tronco.

Foto: Divulgação. 


 Aos 7 anos, a pernambucana Selene Amorim precisa realizar um tratamento experimental com células tronco em São Paulo. A menina enfrenta consequências de uma infecção generalizada sofrida após um quadro de pneumonia aos 5 anos.


O quadro conhecido como sepse provocou amputações em quatro membros e uma lesão na córnea que ameaça tirar toda a visão dos olhos.


A menina mora em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, e precisou ser transferida para Recife, por falta de vaga na UTI pediátrica em Caruaru na época da internação. Foi na capital que passou por quatro amputações: a mão direita, os dedos da mão esquerda, os dedos do pé direito e parte da perna esquerda. A sepse também afetou fígado, rins e outras áreas do corpo, exigindo hemodiálise e tratamentos contínuos.


Foto: Divulgação. 


 Selene tem imunodeficiência, condição que enfraquece as defesas do corpo e, segundo a mãe, provocou seis pneumonias em pouco tempo antes do quadro mais grave. A doença impede ainda que ela receba vacinas, pois o organismo não absorve a proteção, deixando-a vulnerável a infecções como tuberculose, meningite e hepatites.

 

De acordo com a família, nenhum especialista em Pernambuco conseguiu atuar especificamente no tratamento ocular da criança. Pela internet, a mãe encontrou um médico em São Paulo que realiza um procedimento experimental com células-tronco e vê nessa possibilidade uma chance de preservar a visão da filha.


A família entrou com uma ação judicial para que o plano de saúde cubra o tratamento, mas o processo segue sem decisão final. Enquanto aguarda, a mãe organiza campanhas para arrecadar doações que ajudem com os custos de deslocamentos e estadia na capital paulista.


“Estamos com uma ação judicial. Esse é o nosso objetivo principal. Mas foi indeferida na sexta [14 de novembro]. Mas vamos recorrer para que o plano custei esse tratamento em São Paulo. Na ação está todas as despesas, mas se só ganhássemos as passagens e a consulta com os exames já estava bom”, disse Roseli Maria, mãe de Selene.


A mãe de Selene cursa técnico em enfermagem e está na fase de estágio. Ela afirma que decidiu estudar para oferecer os melhores cuidados possíveis à filha em casa.


Nas redes sociais, Roseli compartilha a rotina de Selene e os desafios da reabilitação no perfil do Instagram “Juntos por Selene”, onde recebe apoio de seguidores que se inspiram na história da menina.



FONTE: G1 CARUARU.



               





       

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