
Foto: Divulgação.
O
governo federal anunciou nesta quarta-feira (19), uma extensão do prazo para
beneficiários de programas sociais fazerem o cadastro biométrico. Em julho
deste ano, foi assinado um decreto que regulamenta o uso da biometria na
concessão, renovação e manutenção de benefícios da seguridade social. O decreto
estipulou um prazo de 120 dias para que a obrigatoriedade entre em vigor, prazo
que venceria na próxima sexta-feira (21).
Agora,
o governo definiu um calendário gradual para esses registros biométricos serem
feitos. Estão na lista de programas o Benefício de Prestação Continuada (BPC),
benefícios previdenciários, salário-maternidade, seguro-desemprego, pensão por
morte, abono salarial, Bolsa Família e benefício por incapacidade temporária.
Os
beneficiários dos maiores programas sociais (em termos de volume de pagamento),
BPC e Previdência, terão que se adequar imediatamente, ou seja, a exigência
será a partir de 21 de novembro de 2025.
Já
para o Bolsa Família e os demais benefícios, a obrigação de cadastro biométrico
será a partir de 1º de maio de 2026. “O prazo é suficiente para que todo mundo
possa cadastrar o seu benefício”, disse a ministra da Gestão e Inovação em
Serviços Públicos, Esther Dweck.
Excluídos BPC e Previdência, o calendário gradual será o seguinte:
A
partir de 1º de maio de 2026: quem não tem biometria cadastrada e for pedir um
novo benefício, precisará ter a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) –
que será a base principal para o cadastro biométrico. Para quem já tem
biometria cadastrada em alguma base, esse cadastro continuará válido para novos
pedidos e renovação.
A
partir de 1º de janeiro de 2027: beneficiários precisarão ter alguma biometria
tanto para renovação, como para novas concessões. O cadastro poderá ser feito
por meio de qualquer base biométrica – CIN, Carteira Nacional de Habilitação
(CNH) ou coleta biométrica junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A
partir de 1º de janeiro de 2028: todos precisarão ter a CIN para pedir um novo
benefício ou para manter ou renovar um benefício existente.
Após
ser notificado, o beneficiário não terá o benefício cessado automaticamente, e
será dado um prazo para adequação dos cadastros.
Impacto fiscal
A
ministra Esther Dweck disse que o impacto fiscal já está calculado pelo
governo, mas não informou o montante. Segundo ela o dado será divulgado em 21
de novembro, com a publicação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas
Primárias do 5º bimestre.
Ela
defendeu que a mudança “não é bem um adiamento”. “O nosso objetivo não é
economizar em cima de quem tem direito”, sustentou. “A gente não quer ter
redução de custos porque alguém que teria direito ao benefício não recebeu
porque não tinha biometria cadastrada. O que a gente quer é que quem não tem
direito deixe de receber”, completou Dweck. Ela argumentou que o novo
calendário foi formulado tanto para que não haja corrida para o cadastramento
biométrico quanto para que haja tempo de emissão de todos os cadastros.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, defendeu que o governo está facilitando alguns acessos para ter segurança como base e para que não haja nenhum tipo de açodamento para a adequação à biometria. “O governo federal não deseja dificultar o acesso de quem quer que seja. O movimento que fazemos aqui é de facilitção”, disse Wolney. “A gente observa o cenário, vê que tantas pessoas ficariam fora, então nada mais natural do que estender o prazo para que as pessoas façam biometria”, prosseguiu.
FONTE: AGÊNCIA BRASIL.