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A Secretaria Estadual de
Saúde (SES-PE) iniciou, nesta segunda-feira (09), a distribuição de 4.976 doses
do anticorpo monoclonal nirsevimabe nas unidades de saúde de Pernambuco. O
imunizante, que combate o Vírus Sincicial Respiratório, principal causa da
bronquiolite, é a mais nova vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde
(SUS).
O imunizante, aplicado por
via intramuscular, é destinado exclusivamente a bebês prematuros (menores de 36
semanas gestacionais e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e
29 dias), que apresentam comorbidade elegível.
Segundo o ministro da Saúde,
Alexandre Padilha, esse quantitativo recebido pelo Programa Estadual de
Imunizações (PEI-PE) faz parte das 300 mil doses distribuídas em todo o país.
Ainda segundo Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em
média R$ 2,5 mil nas redes privadas.
Conforme a SES-PE, o novo
imunizante ficará disponível na rede de saúde durante todo o ano para crianças
prematuras de qualquer peso corporal, independentemente do histórico de
vacinação materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Já para crianças menores de
2 anos, o indicativo de utilização do anticorpo monoclonal é para aqueles com
diagnóstico de cardiopatia congênita, imunocomprometidos graves (inato ou
adquirido), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, Doença Pulmonar
Crônica (broncodisplasia), Síndrome de Down e Doença Neuromuscular. Para estes
grupos, a oferta será feita durante o período sazonal que acontece de fevereiro
a agosto.
Segundo a SES-PE, o
Ministério da Saúde orienta também que os municípios façam o resgate de
crianças elegíveis para esta imunização, sejam eles prematuros e com as
comorbidades já instaladas.
As crianças prematuras
nascidas depois de agosto de 2025 deverão receber o anticorpo no início da
sazonalidade deste ano, desde que tenham idade inferior a seis meses de vida.
Além disso, as crianças com comorbidades menores de 24 meses também farão parte
deste resgate, desde que não tenham feito a utilização do palivizumabe.
Distribuição da vacina
O imunizante será
distribuído prioritariamente em maternidades, leitos obstétricos conveniados ao
SUS, centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) e unidades de
saúde da rede SUS.
No caso de municípios que
ainda não indicaram seus serviços de referência à SES-PE, a população pode procurar
o Programa Municipal de Imunização para ter informações atualizadas sobre o
acesso ao anticorpo monoclonal.
Com isso, as maternidades
serão responsáveis pela aplicação do imunobiológico nos recém-nascidos do
local. Já os demais serviços de saúde relatados atenderão crianças prematuras e
com comorbidades, que farão parte do resgate da estratégia.
O niservimabe torna-se parte
das ações de prevenção contra o VSR, iniciada em dezembro passado, com a oferta
da vacina recombinante, aplicada em dose única, indicada para todas as
gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna,
com foco na proteção dos bebês menores de seis meses.
Até então, o palivizumabe
era a única opção disponível no SUS para prevenção do VSR. Segundo a SES-PE, a
medida do Ministério da Saúde visa ainda à substituição gradual do palivizumabe
pelo nirsevimabe.
Apesar disso, as crianças
que iniciam o esquema de proteção contra o VSR com o palivizumabe, devem
finalizar com o mesmo imunobiológico, composto por cinco doses.
"Este incremento junto
à rede SUS será muito importante para a prevenção do Vírus Sincicial
Respiratório, para a redução da busca por atendimento nos hospitais e para a
diminuição do surgimento de casos graves", destacou a superintendente de
Imunizações do estado, Magda Costa.
A distribuição do niservimabe no SUS fortalece a resposta contra a sazonalidade dos vírus respiratórios, que vai de fevereiro/março a agosto, provocando impacto na demanda por leitos especializados no cuidado intensivo desses pacientes.
Vale ressaltar que enquanto as vacinas induzem uma resposta ativa do sistema imunológico contra vírus e bactérias, as anticorpos monoclonais são desenvolvidas para atacar alvos específicos e gerar uma resposta passiva e instantânea, tratando-se de uma estratégia complementar à vacinação.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.