Publicada em 18/07/2016 às 09h08.
Câmara: eleição de Rodrigo Maia prevê cenário de 2017
O novo presidente chegou a ser confrontado diretamente em uma reunião do PMDB, sobre o suposto acordo para apoiar o PSDB na próxima eleição.

A eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) como presidente da Câmara dos Deputados antecipou as articulações para a disputa de sua sucessão, em fevereiro de 2017, para um mandato de dois anos.


A reportagem do jornal O Globo destaca que o resultado fortaleceu o líder do PSDB, Antonio Imbassahy (BA), que era considerado favorito da legenda para disputar o posto. A situação enfraqueceu Jovair Arantes (PTB-GO), que poderia ser o deputado mais competitivo do centrão.


Embora ainda falte algum tempo para a disputa, o assunto fez parte de muitas das articulações que levaram à eleição de Maia. O novo presidente chegou a ser confrontado diretamente em uma reunião do PMDB, sobre o suposto acordo para apoiar o PSDB na próxima eleição.


Maia disse que não havia compromisso com os tucanos, mas reconheceu aos peemedebistas que seria "natural" sua aliança com eles.


O atual presidente da Câmara reforçou em entrevista ao Globo que cabe aos tucanos construir uma candidatura. Já Imbassahy, que ainda nega pleitear a vaga, reconhece que o PSDB tem interesse em se colocar como alternativa na próxima eleição.


"O que importa é, com a eleição de Rodrigo Maia, implantar agora uma agenda de interesse do Brasil, manter a base coesa e votar os projetos na direção da reconstrução da economia, como as reformas, inclusive a política. É evidente, porém, que o PSDB, sendo um partido de força e expressão política, e com os quadros que reúne, pode se apresentar como alternativa no momento próprio", ressaltou o tucano.


Jovair Arantes, o líder do PTB, entende que ainda é cedo para debater o assunto e nega a pretensão de tentar disputar. No entanto, ele afirma uma candidatura é construída e que não basta apenas ter essa vontade.


"Discordo que a eleição de Maia fortaleça candidaturas. Em 2017 teremos outro cenário. Cada um tem a legitimidade de buscar se fortalecer, buscar a convergência", afirmou o líder do PTB.


"Não posso dizer se sou ou seria (candidato). Não existe candidatura do eu, é do conjunto. Se eu conseguir, serei. Mas ainda não é hora de dizer. E não posso ser o candidato do centrão, mas claro que, eu saindo, posso ter a simpatia dos deputados que compõem esse grupo", completou o deputado.


A publicação d'O Globo refere que, além de Imbassahy e Jovair, devem surgiu novas candidaturas.

O PMDB, maior partido da Casa, enfrenta dificuldade para apresentar um nome com viabilidade. Enquanto alguns parlamentares cogitam que seja o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, ele diz que apenas deixaria o cargo se ocorresse um grande acordo na base em torno de seu nome.

 

 

 

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