Os 10 funcionários do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), base de Maragogi, estão há quase seis meses sem receber seus salários. Eles cobram das secretarias estadual e municipal de Saúde uma solução para o impasse.
De acordo com os servidores, os órgãos de Saúde fazem o jogo do empurra, enquanto amargam o atraso salarial.
“Desde maio que não recebemos um centavo e não há previsão. Fomos até a prefeitura de Maragogi e a secretária nos mostrou o cronograma de pagamento. Infelizmente, o Samu não está incluso. Resumindo, teremos de trabalhar até o final do ano sem receber”, lamentou um dos funcionários, que não quis se identificar.
A Base do Samu de Maragogi foi inaugurada em 2010. A única ambulância ficou cerca de três meses quebrada e só voltou a circular na última quarta-feira, após os reparos. Os servidores – técnicos em enfermagem e condutores – dizem que apesar da falta de condições de trabalho e do atraso salarial, precisam manter as atividades, porque o Samu é considerado um serviço essencial à população.
O coordenador do Samu em Maragogi, Davi Marcos, esclareceu que o município ainda não efetivou o pagamento dos salários porque o governo do Estado não repassou os recursos provenientes da União.
“Enviamos ofício no dia 17 para a Sesau (Secretaria de Estado da Saúde) e aguardamos uma resposta para fazermos os pagamentos”, alegou Davi. Na sexta-feira (28), a reportagem manteve contato com a assessoria de imprensa do Samu e aguardava um posicionamento do órgão sobre o atraso salarial.
Neste sábado (29), a asessoria esclareceu que a responsabilidade pelo pagamento dos salários da equipe do Samu é do município, como forma de contrapartida.
GW