Publicada em 31/10/2016 às 10h59.
14 de novembro: igual à superlua deste dia só em 2052
A última vez que a lua esteve tão intensa foi em 1948, e mais: só deve se repetir em 2052.

Última superlua aconteceu 14 de novembro / Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

Última superlua aconteceu 14 de novembro Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem

 

 

No último dia 16 de outubro a superlua iluminou o céu de todo o planeta. O fenômeno se repetirá ainda duas vezes em 2016, mas a próxima será ainda mais especial. No dia 14 de novembro, acontecerá a maior superlua em cem anos. A última vez que a lua esteve tão intensa foi em 1948, e mais: só deve se repetir em 2052.

É claro que o fenômeno não é causado por um aumento real do satélite natural da Terra, mas sim um aumento aparente. O que acontece é que a órbita da Terra não é circular e sim elíptica, ou seja, oval. Portanto, neste período do ano o sol está mais perto do nosso planeta, no chamado perigeu. 


Junto a isso, a lua também se movimenta em torno da Terra. "O plano de inclinação que ela estará a deixará ainda mais próxima para quem observa o céu daqui, dando a impressão de que está maior", explica o doutor em astrofísica Antônio Carlos Miranda. Neste, 14 de novembro, a sensaçao será de que o satélite estará com o tamanho aparente 14% maior e a luminosidade 30% mais alta.


A dica que o doutor dá para quem quiser aproveitar para observar é ir para lugares com pouca poluição luminosa. Além disso, é bom torcer para que São Pedro não coloque muitas nuvens no céu. E deixar bastante memória no celular ou na máquina fotográfica!

Quem não conseguir aproveitar a superlua agora, terá apenas mais uma chance neste ano. Embora de menor intensidade, o fenômeno deverá se repetir no próximo dia 14 de dezembro. 


 

 

Superlua vista de Pernambuco - 16/10/2016

Da praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife 

 

Superlua vista de Pernambuco - 16/10/2016

Do Alto da Sé, em Olinda, Grande Recife.

 

População deve ficar atenta ao risco de alagamentos


Toda vez que a maré alcance níveis altos na capital pernambucana, aumenta a chance de alagamentos na cidade. Segundo o professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em hidráulica e recursos hídricos Jaime Cabral, esse problema acontece porque o Recife é uma cidade plana, e os locais mais baixos tendem a sofrer com a maré muito alta. "A água demora mais a escoar nesses locais nas galerias. Há casos também de tubulações e encanamentos entupidos dificultam o escoamento da água", afirma. 


JC Online

 

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