Publicada em 02/11/2016 às 09h49.
Mais da metade dos prefeitos das capitais deverá ter maioria na Câmara
Dos 26 prefeitos eleitos nas capitais neste ano, 14 terão maioria na Câmara Municipal no início da legislatura.

 Câmaras municipais

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Dos 26 prefeitos eleitos nas capitais neste ano, 14 terão maioria na Câmara Municipal no início da legislatura. É o que mostra levantamento feito por jornalistas nas 26 cidades do país. Ao menos sete chefes do Executivo poderão enfrentar problemas para aprovar projetos, já que a oposição será mais numerosa.

 

Em cinco cidades, a configuração da Casa ainda é uma incógnita. Com as indefinições, o prefeito pode tanto conquistar a maioria como ver a oposição somar cadeiras. Muitos prefeitos já agendaram reuniões com parlamentares para tratar da relação entre os dois poderes a partir do ano que vem – e acordos deverão ser costurados.

 

Para chegar a esse panorama nas capitais, a equipe de reportagem considerou os vereadores da coligação vencedora como da base. As equipes de reportagem também entraram em contato com os da coligação derrotada e com aqueles que não apoiaram nenhum dos candidatos no 2º turno. No caso das definições em 1º turno, os partidos e os candidatos derrotados foram procurados.

 

A maior parte dos que terão uma base sólida na Casa é formada por reeleitos ao cargo. As exceções são João Doria (SP), Crivella (Rio), Greca (Curitiba) e Gean Loureiro (Florianópolis). O prefeito eleito de São Paulo no 1º turno – fato inédito – terá o apoio de 62% dos vereadores, percentual que pode aumentar até o dia da posse.

 

Por ora, a maior bancada governista está em Recife. Dos 39 eleitos, 31 vão compor a base de apoio de Geraldo Julio (PSB) – o que representa 79% do total.

 

Já Dr. Hildon (PSDB), eleito em Porto Velho, será o prefeito que deverá enfrentar mais dificuldades no Legislativo. Ele terá o apoio de apenas 4 dos 21 eleitos – 19% do total. Os outros 17 serão oposição ao seu governo.

 

A cidade com a maior indefinição é Porto Alegre. Metade dos vereadores ainda não decidiu de que lado ficar. Dos 36 eleitos, 11 devem ficar na base e 7 devem fazer oposição ao eleito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB). Partidos dos outros 18 ainda não declararam a intenção. Trata-se de uma situação atípica, mas que pode ser justificada, já que é a primeira vez que os tucanos vencem a disputa na capital gaúcha.

 

Em Belo Horizonte, a situação também está indefinida. Kalil (PHS), por enquanto, tem 14 vereadores em sua base e 16 na oposição. Há 11, no entanto, sem nenhum lado no momento. Durante o segundo turno, o prefeito eleito dispensou apoios.

 

Além de políticos ainda indefinidos em relação à situação ou oposição pelo país, há os independentes, que dizem que não formarão a base, mas também não farão uma contraposição sistemática.

 

G1

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