
Tadeu Alencar já havia defendido os votos dos socialistas em Rodrigo Maia no último dia 6, quando a bancada pernambucana recebeu o presidente da Câmara em almoço no Recife, na passagem da campanha do deputado pela cidade.
Como vice-líder, o socialista foi crítico à forma de tramitação da PEC do Teto dos Gastos Públicos, que considerou acelerada e imposta pelo presidente Michel Temer (PMDB) aos parlamentares. Desta vez, afirmou no documento: “Que a Presidência da Casa possa, diante de pautas que estão na ordem do dia do Congresso Nacional, como a reforma da previdência, trabalhista e outras, de grande impacto na vida da população, assegurar que serão amplamente discutidas, para que a sua eventual aprovação seja fruto de um amplo e democrático consenso.”
Nesta segunda-feira (23), o desembargador Hilton Queiroz, presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, derrubou uma decisão liminar tomada na última sexta-feira (23) que impedia a reeleição de Maia. Para ele, a reeleição só é vedada aos que forem eleitos para o mandato de dois anos na presidência da Casa. O democrata assumiu em julho, após a renúncia de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Além do PSB, Maia recebeu o apoio do PR e de Aécio Neves (PSDB), além do PCdoB, um dos principais defensores da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) enquanto o democrata apoiava o impeachment. Mesmo tendo Rogério Rosso (DF) como candidato adversário de Maia, o PSD também decidiu apoiá-lo.
São seus opositores Jovair Arantes (PTB-GO) e André Figueiredo (PDT-CE), o único candidato da oposição. Com a segunda maior bancada da Câmara, de 57 deputados, o PT ainda está dividido entre o apoio a Maia ou a Figueiredo.