Publicada em 25/03/2017 às 06h07.
Com receio de multas, PT desiste de lançar Lula a presidente em maio
Lançamento foi adiado para buscar apoios políticos e evitar punições da Justiça Eleitoral.

A oficialização da candidatura de Lula ficará para um “momento mais oportuno”, segundo Rui Falcão - Nelson Almeida/AFP



Com receio de sofrer punições da Justiça Eleitoral, o PT desistiu de lançar a candidatura de Lula à Presidência da República em 2018 no mês que vem. Petistas defendiam que Lula deveria sentar para depor diante do juiz Sérgio Moro no próximo dia 3 de maio, no processo sobre o tríplex do Guarujá na Lava-Jato, já na condição de pré-candidato. O lançamento deve acontecer entre o fim do ano e o início de 2018. O presidente do PT, Rui Falcão, disse que a oficialização da candidatura de Lula ficará para um “momento mais oportuno”.


— Achei que é desnecessário fazer qualquer tipo de lançamento — afirmou Falcão, nesta sexta-feira.


De acordo com o presidente do PT, o partido pretende buscar apoio à candidatura de outras forças políticas, o que o lançamento antecipado da candidatura poderia inibir. Mas o principal receio é que Lula sofra com multas.

— Dentro da perseguição sistemática que ele é vítima, nós não queremos dar pretexto a nenhum tipo de acusação forjada de que ele está se antecipando à campanha eleitoral e a partir daí sofrer multas - disse o presidente do PT.


Na avaliação de aliados, a candidatura serviria para inibir o magistrado e ajudaria a mobilizar militantes em um ato na frente do prédio da Justiça Federal. A condição de candidato também reforçaria a estratégia de que Lula é alvo de uma perseguição política porque pretende voltar ao poder.



— Agora vai começar um outro processo contra mim porque dizem que estou num processo de antecipação de campanha e tenho que ter a candidatura vetada.


Lula afirmou que está sendo acusado de ter feito campanha ao participar de uma inauguração simbólica da transposição do rio São Francisco, no último domingo na Paraíba, e ao discursar em ato contra a reforma da Previdência, na Avenida Paulista, no dia 15 de março.

 

 

G1

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