Publicada em 28/09/2020 às 08h53.
Justiça dos EUA impede Trump de proibir TikTok
A Casa Branca já anunciou que irá recorrer.

Imagem: DR 


Um juiz norte-americano decidiu no domingo manter o aplicativo TikTok nas plataformas de download de lojas on-line nos Estados Unidos, suspendendo assim a ordem dada pela administração de Donald Trump. A Casa Branca já anunciou que irá recorrer.


Poucas horas antes da decisão entrar em vigor, o Magistrado Carl Nicholas decidiu a favor do TikTok.


O juiz federal do Distrito de Columbia deferiu assim o pedido dos advogados da firma chinesa, que pretendia um bloqueio temporário da possível proibição enquanto as duas partes se enfrentam em tribunal.


A Casa Branca disse que vai respeitar a ordem judicial que impede a proibição da aplicação TikTok nas plataformas de downloads de aplicativos móveis nos Estados Unidos, mas anunciou que vai recorrer da decisão.


A decisão da Nichols é mais um episódio de uma disputa que começou em agosto, quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma ordem executiva ameaçando banir o TikTok dos EUA, caso a empresa que a detém, a China ByteDance, não vendesse o seu negócio no país a empresas norte-americanas.


Segundo o Presidente dos EUA, o fato de a empresa ser propriedade de uma empresa chinesa constitui uma ameaça à segurança nacional devido às ligações na China entre o setor privado e o Partido Comunista Chinês.


Após semanas de negociações, a ByteDance chegou a um acordo inicial com a Oracle e Walmart, que receberam aprovação preliminar da Casa Branca, mas nos últimos dias as conversações não estavam dando frutos e havia uma possibilidade real de Trump executar a sua ameaça de proibição de downloads do aplicativo já este domingo.


Algumas horas antes da decisão, no domingo de manhã, a Nichols realizou uma audiência para ouvir os argumentos do Governo, que alegou que o TikTok é uma ameaça porque recolhe dados sobre os seus utilizadores e, sendo uma empresa chinesa, coopera com os serviços secretos chineses.


Os advogados da TikTok negaram que a empresa compartilhe dados com as autoridades chinesas e argumentaram que o objetivo de Trump é, na realidade, restringir a liberdade de expressão.


"Este caso é sobre liberdade de expressão e liberdade de comunicação. É inerente ao negócio que tem sido visado. TikTok é uma aplicação, mas é muito mais. É uma versão moderna da comunicação na era eletrônica que ganhou popularidade especialmente na pandemia", disse um dos advogados da empresa, Alexander Berengaut.


Se o juiz não tivesse concordado com a ByteDance e a Casa Branca tivesse decidido avançar com a sua ameaça, a Google e a Apple, que controlam as duas principais lojas on-line de smartphones, teriam sido obrigadas a retirar a TikTok dessas lojas nos Estados Unidos, em conformidade com a ordem presidencial.


O TikTok, que tem 100 milhões de utilizadores nos EUA e 700 milhões em todo o mundo, é uma das redes sociais com crescimento mais rápido nos últimos anos.


FONTE: NOTÍCIAS AO MINUTO 

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