
Crédito da imagem: Gilmar Farias.
Por Andréa Galvão
Nunca troquei uma só palavra com
este homem, ouvira uma vez só através de minha mãe que era dos Muniz do Bairro
do Prado. Encontrava-o vez ou outra na Praça Dom José Lopes. Simpático, sempre
conversava com os amigos e transeuntes ou sentava à mesa a convite de um algum
participante do jogo de dominó. Ele não era de passar despercebido onde chegava,
alto, forte e sempre vestindo camisas dos time do coração. A julgar por isto calculei
que tivesse sido jogador ou um apaixonado pelo esporte mais popular do Planeta.
Vim a saber depois que foi um exímio goleiro!
Certa vez há algumas décadas observei
algo que me chamou atenção, era domingo de Carnaval, a Rua Duque de Caxias
estava abarrotada de gente. A orquestra de frevo muito afinada e Sérgio Amaral
entoando o hino do Lira da Tarde. Eis que visualizo alguém dançando de bengalas
erguidas para o alto, enquanto esboçava um sorriso de contentamento. Ele era a
felicidade em pessoa!
É o Lira, é o Lira, é o Lira, é o
Lira da Tarde a todo vapor... Os versos compostos pelo nosso Cláudio Almeida
embriagavam Arnaldo e a mim que mesmo não desfilando em bloco algum, fui
arrebatada pela alegria de uma pessoa que jamais sucumbira às limitações físicas e
entregava-se de corpo e alma todo ano à magia dos festejos de Momo em sua amada
Pesqueira.