
Imagem: Caio Falcão / CNC / Divulgação
Desde a chegada do técnico Gilson Kleina, o discurso do Náutico, rodada após rodada, foi o de se aproximar do G4. Mas o máximo que o clube conseguiu foi se estabilizar no meio da tabela. Nos compromissos mais recentes, a situação se complicou.
Três jogos sem vencer e com duas derrotas consecutivas fizeram os alvirrubros esquecerem um pouco a parte de cima da tabela para se preocupar com a de baixo. Nesta terça (6), diante do Paraná, no Durival Britto, o Timbu precisa acabar com o jejum de vitórias para não correr o risco de entrar na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro 2020.
O Náutico ocupou o grupo dos quatro piores da Série B nas três primeiras rodadas, ainda sob o comando do técnico Gilmar Dal Pozzo. Desde então, o clube variou entre a nona e a 12ª posição. Contudo, após a derrota por 1x0 para o Confiança, nos Aflitos, os pernambucanos caíram para a 14ª, com 14 pontos.
Caso o Náutico perca, o clube pode entrar na zona da degola nesta rodada. Isso acontecerá se houver empate entre CSA (15º, com 13 pontos) e Figueirense (16º, com 13), no Rei Pelé, e uma vitória de qualquer lado no jogo envolvendo Cruzeiro (17º, com 11) e Sampaio Corrêa (18º, com 11) - mineiros e maranhenses entram em campo na quinta (8), no Mineirão.
Para o confronto, Kleina terá os desfalques de cinco atletas de meio-campo, sendo quatro por conta do diagnóstico positivo para a Covid-19 (Jhonnatan, Rhaldney, Lucas Paraíba e Jorge Henrique), além de Djavan, que se recupera de uma lesão na coxa direita.
O técnico pode manter o mesmo trio que atuou na rodada anterior (Josa, Wagninho e Jean Carlos) ou escalar alguns dos novos reforços do Timbu, casos de Dudu e Ruy. Na frente, a boa notícia é a volta de Paiva, que cumpriu suspensão automática na rodada anterior.
Principal jogador do Náutico no ano, o meia Jean Carlos chamou a responsabilidade após os tropeços recentes.
“Nos últimos três jogos, a gente não apresentou o que vem sendo treinado. Não criamos muito e eu assumo a responsabilidade por isso, porque sou um jogador de criação. Tive uma marcação forte, mas sou um cara que me cobro muito quando a bola não chega no Kieza ou nos outros atacantes. Pode ter certeza que não dormi direito por conta disso. Preciso fazer o time jogar. Estou trabalhando para melhorar”, declarou.
FONTE: FOLHA PE