Publicada em 02/12/2020 às 13h30.
Três toneladas de produtos falsificados são apreendidas, em Boa Viagem
Além do material quatro pessoas foram presas.


Produtos falsificados apreendidos pela PCPE durante a operação First Line. Foto: Divulgação/PCPE


A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), deflagrou, nessa terça-feira (1), a Operação de Intervenção Tática (OIT), denominada operação “First Line” (Primeira Linha), que visou uma loja localizada no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, cujos produtos comercializados eram peças de marcas internacionais falsificadas - roupas, tênis, bolsas e carteiras. A operação foi coordenada pela Diretoria Integrada de Polícia Especializada (Diresp) e pela Gerência de Controle Operacional Especializado (GCOI-E).

Ao longo da operação, a Polícia Civil aponta que toda a mercadoria contrafeita na loja foi apreendida, inclusive os produtos contidos em estoque, o qual funcionava em cinco salas de um empresarial localizado ao lado do equipamento. Além da loja física, as vendas também eram realizadas através das redes sociais. Ao todo, foram recolhidos cerca de três toneladas de produtos, e a estimativa é de que as peças apreendidas totalizam um valor de aproximadamente R$ 500 mil.

Com investigação conduzida pela delegada Thaís  Galba, titular da Decon, a ação resultou na prisão em flagrante de quatro indivíduos, entre eles os dois proprietários da loja e duas pessoas que atuavam como gerente do estabelecimento. O quarteto irá responder por crimes contra a marca e concorrência desleal, associação criminosa, crimes contra o consumidor, fraude no comércio, crimes contra as relações de consumo e receptação qualificada.

A delegada responsável pelo caso explicou como a operação foi gerenciada. “Nossa investigação partiu de algumas denúncias que recebemos, que partiram do ponto onde a loja está situada. Quando chegamos ao local, verificamos uma loja com uma quantidade muito grande de produtos contrafeitos sendo expostos à venda, boa parte dos produtos de marcas internacionais. Marcas, inclusive, muito caras sendo vendidas por preços ínfimos. A desproporção de preço do que estava sendo ofertado e do que se encontra onde o produto original é muito grande. Produtos que nem entraram no mercado brasileiro ainda estavam falsificados e sendo comercializados”, detalhou.

De acordo com a PCPE, as peças falsificadas que eram vendidas utilizam marcas como Armani, Lacoste, Nike, Adidas, Calvin Klein, entre outras, a preços desproporcionais dos valores geralmente encontrados nos produtos originais dessas marcas.

Estiveram envolvidos na operação oito policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, além de quatro servidores da Receita Federal, entre auditores e analistas.



FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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