
O
ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse nesta quarta-feira (2) que o
ministério busca uma vacina segura, eficiente e de excelência contra o
novo coronavírus. Ele também reafirmou que, no que depender do governo, a
população não será obrigada a se imunizar contra o vírus que causa a
covid-19.
“Até o momento – e isso é a posição do Ministério,
falo pelo Ministério, falo também em consonância com o presidente da
República –, a nossa estratégia será a de não obrigatoriedade da vacina.
Trabalhar com campanhas de conscientização, trabalhar com
disponibilidade em todas as pontas e trabalhar pelo padrão da vacina:
uma vacina campeã, uma vacina com resultados, sem [efeitos] colaterais.
Só passará por nós a vacina com essa excelência. Quero deixar isso
claro: a vacina terá que ter excelência, e [haverá] uma grande campanha
de conscientização. Com isso, nós vamos ter uma procura muito grande, e
não uma obrigatoriedade”, disse o ministro, durante audiência pública na
Comissão Mista do Congresso de acompanha as ações do governo no combate
à covid-19.
Ainda segundo Eduardo Pazuello, o Ministério da
Saúde, aguarda a posição do Supremo Tribunal Federal sobre a questão. “O
STF vai fazer o julgamento da obrigatoriedade. Isso também faz parte do
nosso país, dos nossos Poderes. Nós vamos nos defender e apresentar
nossas ideias, e os juízes vão definir”, disse.
A partir do dia
11, o STF vai julgar em plenário virtual duas ações que tratam da
obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19. Sob a relatoria do
ministro Ricardo Lewandowski, em uma das ações, ajuizada em outubro, o
PDT quer garantir a competência de estados e municípios para definir a
obrigatoriedade da vacinação. Em outra ação, o PTB, partido aliado do
governo, quer que a Corte determine a não obrigatoriedade da
imunização.
Vacina
Em 2021,
Pazuello disse aos parlamentares que haverá um cenário “mais
interessante”, com vacinas previstas no mundo inteiro: “Estamos
trabalhando para que o Brasil conte com as melhores vacinas disponíveis e
possa imunizar, e bem, a nossa população”.
Sobre o registro
desses imunizantes para a Covid-19, o ministro da Saúde disse que os
técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão
voltados e prontos para tratar o assunto de forma célere e direta, com
mudanças de protocolos, recebimentos de documentação com submissão
contínua e imediata de cada processo. “Essas são discussões constantes
da equipe do [diretor-presidente da Anvisa] Almirante Barra. E nós
precisamos compreender, de uma vez por todas, que nós só aplicaremos
vacinas no Brasil registradas na Anvisa, com todos os protocolos
cumpridos da maneira correta. Isso precisa ficar claro”, ressaltou.
Testes
Eduardo
Pazuello lembrou ainda que, desde o início da pandemia, já foram
distribuídos quase 9 milhões de testes RT-PCR para todo o país. O
ministro informou que estados e municípios já têm à disposição com eles
um quantitativo de cerca de 2 milhões de testes atualmente. Além disso, o
Ministério da Saúde ainda dispõe de um quantitativo de cerca de 6
milhões de testes.
Pela falta de locais nos estados para
armazenar grandes quantidades de testes, o ministério justificou a
distribuição por demanda. “Quando dá um novo repique, uma nova subida, a
gente tem uma procura maior de testes também. Isso faz parte do sistema
de demanda, ou seja: quem dá a primeira resposta é o médico, com o seu
diagnóstico clínico, que pode ou não solicitar o teste. E essa demanda
por testes começa na ponta da linha, vai passar pelo Estado e vai chegar
para nós por demanda, e nós vamos atender. Nós temos capacidade de
atender o que for necessário aos estados. Esta é a grande logística: é
ter capacidade de atender o que lhe é demandado, e não apenas empurrar
quantitativos para a frente, no processo”, explicou o ministro.
Programa Nacional de Imunização
Ainda
durante a audiência pública, o ministro da Saúde explicou que o Brasil
tem o maior programa imunização do mundo, que distribui anualmente 300
milhões de doses de vacinas. O país também conta com mais de 37 mil
salas de vacinas com refrigeradores a temperaturas que variam entre 20
graus negativos e 8º graus positivos.
A pasta está em fase de
aquisição de 300 milhões de seringas e agulhas para essa vacinação
específica. Segundo Pazuello, estão sendo repassados em torno de R$ 42
milhões para a modernização de parte dessa rede de refrigeradores do
Programa Nacional de Imunizações.
FONTE: FOLHAPE.COM.BR