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O Recife registrou a quarta cesta básica mais barata entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em novembro. As cidades que tiveram os menores valores foram Aracaju, João Pessoa e Natal. A capital pernambucana foi a única entre todas que apresentou variação negativa mensal, com retração de 1,30% entre outubro e novembro. Porém, na variação anual e também dos últimos 12 meses, houve um forte crescimento no preço dos itens essenciais, de 17,57% e 30,55%, respectivamente.
O valor da cesta básica no Recife foi puxado para baixo graças à queda de produtos como a banana, com queda de 22,11%, pão francês, com recuo de 5,76%, tomate, retração de 3,08%, além de leite integral (-2,18%) e feijão carioquinha (-1,04%). A pesquisa foi retomada nas feiras-livres, onde tomate e banana são vendidos por menor preço, o que contribuiu para a redução dos custos analisados.
Porém, por outro lado, os produtos que apresentaram as maiores altas foram óleo de soja (10,81%), farinha de mandioca (10,26%), carne bovina de primeira (4,09%), arroz agulhinha (3,92%), açúcar refinado (3,31%), manteiga (2,67%) e café (2,57%).
O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta, em novembro, foi de 114 horas e 38 minutos, maior do que em outubro, quando ficou em 108 horas e 02 minutos. No Recife, o tempo médio gasto ficou abaixo, com 97 horas e 28 minutos. Já quando se compara o custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, observa-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu, em novembro, na média, 56,33% do salário mínimo líquido para comprar os alimentos básicos para uma pessoa adulta. Na capital pernambucana, o percentual comprometido foi de 47,90%.
FONTE: DIÁRO DE PERNAMBUCO.