Publicada em 19/01/2021 às 14h04.
'Não vou dizer que sou excelente presidente', diz Bolsonaro, sob pressão de ofensiva pró-impeachment
Presidente protagonizou derrota por ter perdido o protagonismo da imunização no Brasil para Doria.


O presidente Jair Bolsonaro - Foto: Evaristo Sá/AFP


Em meio a críticas sobre a atuação do governo federal na pandemia da Covid-19 e após o governador João Doria (PSDB) ter protagonizado o início da vacinação no Brasil, Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (19) não poder dizer que é um "excelente presidente", mas fez uma contraposição com administrações anteriores.

 

"Não vou dizer que sou um excelente presidente, mas tem muita gente querendo voltar o que eram os anteriores, reparou? É impressionante, estão com saudades de uma [...]", disse o presidente, em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada.

 

A fala do presidente foi transmitida por um site bolsonarista e ocorre também em meio a uma ofensiva de campanhas de opositores a favor do impeachment de Bolsonaro, impulsionadas pelo colapso da saúde em Manaus e pela reação negativa em relação ao início da vacinação no país.

 

Na breve interação com apoiadores, Bolsonaro também disse estar "cumprindo missão" à frente do governo.

 

O presidente está sob forte pressão com o avanço do coronavírus no Brasil e a eclosão, na semana passada, de uma situação crítica em Manaus após o esgotamento dos estoques de oxigênio.

 

Bolsonaro ainda sofreu uma derrota política no fim de semana, após ver fracassar a tentativa do governo federal de importar um lote de 2 milhões de vacinas da Oxford/AstraZeneca na Índia. Com isso, o pontapé da imunização no Brasil foi protagonizada por Doria, visto como adversário político pelo Palácio do Planalto e provável adversário em 2022.

 

Além de Doria ter protagonizado o ato simbólico de vacinação da primeira brasileira, o Ministério da Saúde só tem no momento doses da Coronavac para distribuir aos estados.

 

Desenvolvida por uma farmacêutica chinesa em parceria com o Instituto Butantan, a Coronavac esteve no centro da chamada "guerra da vacina" entre Doria e Bolsonaro.

 

Bolsonaro já se referiu ao imunizante como "vacina chinesa" e prometeu que ela não seria comprada pelo Ministério da Saúde. A pasta acabou firmando contrato para a compra de 100 milhões de doses da vacina do Butantan.


Nos últimos dias, movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL (Movimento Brasil Livre), que encabeçaram as manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), reforçaram pressão pela saída de Bolsonaro.

 

Nomes da política à direita e à esquerda, como João Amoêdo (Novo) e Fernando Haddad (PT), também aderiram à campanha pelo impeachment nas redes sociais.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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