Publicada em 03/02/2021 às 13h13.
PCPE lança projeto para localizar pessoas desaparecidas
A ação cruza dados de boletim de ocorrência de desaparecidos com dados de registro digital de pessoas encontradas.


A impressão digital é formada por elevações e depressões nas pontas dos dedos. As papilas digitais formam desenhos únicos - Foto: Reprodução/SDS


A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) lançou, nesta quarta-feira (3), um projeto para localizar pessoas desaparecidas. Como iniciativa, o "Projeto Reencontro" fará uso da identificação de digitais para encontrar pessoas desaparecidas e restabelecer a ligação com seus familiares.

 

A realização da ação vai contar com esforços do Instituto de Identificação Tavares Buril (IITB) e da Delegacia de Desaparecidos e de Proteção à Pessoa, ligada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para a localização de pessoas tidas como desaparecidas. 


Bruno Magalhães, delegado gestor do DHPP, informou que o projeto usa dados da perícia para encontrar a ficha de identificação da pessoa encontrada. "O IITB entra com a parte pericial de analisar as suas fichas de identificação e localizar parentes que possam chegar até aquela pessoa que estava desaparecida", contou. 


A impressão digital é formada por elevações e depressões nas pontas dos dedos. As papilas digitais formam desenhos únicos. De modo que nenhum ser humano, nem mesmo gêmeos univitelinos, possuem a mesma impressão digital. 


Por conta dessa característica ser usada como forma de identificação, o projeto consegue identificar a pessoa desaparecida e entrar em contato com seus familiares. 


Em quatro meses de sua fase inicial, o projeto já localizou 17 pessoas. Destas, três mortas. "A gente encontrou, infelizmente, pessoas que já estavam falecidas. Mas, para aquela família era importante saber o que aconteceu com aquele seu parente", salientou o delegado. 


Para que uma pessoa seja encontrada, é necessário que a família faça um boletim de ocorrência registrando o seu desaparecimento. O trabalho de localização é realizado com o cruzamento de dados do boletim de ocorrência e de identificação digital do desaparecido. 


"O registro de B.O precisa ser feito o mais rápido possível, não é necessário esperar o período de 24 horas, a gente tem que comunicar de forma imediata", informou o delegado Bruno. 



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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