
Foto: Reprodução/ Diocese de Pesqueira
Por Andréa Galvão
Bendito seja o Frei Caetano de Messina que depois de uma vasta atuação missionária na Itália e no Brasil, põe os pés em solo nordestino e desembarca em Pesqueira.
Pois é! Além da indelével contribuição evangélica e social a esses rincões, ele trouxe na bagagem a adoração a uma santa de sua terra natal (Sicilia). Águeda, a linda jovem de Catânia passaria a ser cultuada na Freguesia de Pesqueira. A partir daquele momento, meados do século XIX, incansáveis foram os seus esforços para que se construísse um templo para abrigar a ela e seus ardorosos fiéis. Graças a Deus, ele foi erguido e as pessoas do lugar passaram a ser íntimos da moça que renunciou a própria vida em nome da fé cristã. Resistiu bravamente às investidas de Quinciano, homem importante que queria desposá-la e não obtendo êxito, arrancou-lhes os seios e mandou matá-la.
Depois que Santa Águeda tornou-se padroeira da nossa cidade, anos a fio o povo acompanhou a procissão da imagem no fim de tarde de todo 05 de fevereiro. Embevecido o mar de gente caminhava, ouvindo o hino composto pela imortal Irmã Gazzinelli. Hoje neste ano de 2021 de Nosso Senhor Jesus Cristo, as vias Pesqueirenses não estarão abarrotadas porque o contágio do Corona vírus impede que pessoas se aglomerem. Não tem importância! A nossa fé não sucumbirá a esse detalhe. Daqui a pouco muitos de nós esperaremos a Virgem Mártir nas portas ou janelas de nossas casas, nas calçadas ou então a seguiremos de carro por 12 quilômetros. Tudo isso em nome de uma devoção que já dura 150 anos. Iremos todos contritos lhe render graças e gritar em alto e bom som: " Viva Santa Águeda!"