Publicada em 09/02/2021 às 09h17.
Professor de ginástica investigado por abuso sexual em Noronha é levado para presídio no Recife
Com prisão preventiva decretada, homem, que não teve o nome divulgado, foi preso nesta segunda-feira (8), na capital pernambucana.


As denúncias foram feitas na delegacia da ilha — Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo


O professor de ginástica investigado por abuso sexual de seis alunas durante os treinos, em Fernando de Noronha, foi preso outra vez, nesta segunda-feira (8), no Recife. Segundo a polícia, ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e já está em um presídio.


Em 13 de janeiro deste ano, o professor de ginástica foi detido em flagrante por causa da denúncia de uma aluna. Dois dia depois, ele acabou sendo liberado na audiência de custódia.


Ainda no dia 15 de janeiro, a polícia informou que havia mais cinco queixas contra o homem. No dia 19 do mesmo mês, moradores fizeram protesto para pedir a prisão dele.


Nesta segunda, após o cumprimento do mandado de prisão, o homem seguiu para o Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.


O pedido de captura foi feito pelo delegado Igor Nogueira, que comandou as investigações. “A prisão do indiciado encerra a investigação, bem como simboliza um marco importante na luta contra violência sexual velada", declarou o delegado.


Igor Nogueira disse, ainda, que espera que o caso iniba a prática de novos crimes desse tipo na ilha. "Espero que a prisão incentive as eventuais vítimas a procurar as autoridades”, disse.


O promotor do Ministério Público de Pernambuco Flávio Falcão aceitou a denúncia que foi encaminhada pelo delegado.


“Há indícios de várias vítimas e, desta forma, concordei com o delegado de que o estado de liberdade do acusado gera perigo para as adolescentes de Noronha”, informou o promotor.


Caso


O caso surgiu a partir da denúncia de uma aluna de 17 anos. Em depoimento, a jovem informou que professor acariciou as suas partes íntimas na sessão de alongamento.


O delegado incluiu os novos depoimentos e enviou documentos para a Justiça. O professor não estava na ilha, uma vez que viajou para o Recife para realizar tratamento de saúde.


Os nomes das vítimas não foram divulgados, de acordo com a polícia. O caso seguem em segredo de Justiça.



FONTE: G1.GLOBO.COM/PE

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