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Um médico de 54 anos
foi preso em Caruaru,
no Agreste de Pernambuco, suspeito de importunação sexual. O radiologista foi
denunciado à Polícia Civil por pacientes que relataram que o médico fazia
questionamentos sobre a vida pessoal delas e chegava a apalpá-las durante a realização
de exames.
O advogado do médico se
manifestou por meio de nota à TV Asa Branca. No
documento ele ressalta que o caso ainda está em investigação, que as acusações
são graves e sem comprovação. Ele afirma: "Todas as informações/acusações
serão esclarecidas em juízo, autoridade competente para esclarecimento dos
fatos", destacou. O processo irá tramitar em segredo de Justiça, conforme
pontuou o advogado.
Também através de
nota, a Polícia Civil informou que a investigação iniciou após uma paciente
comparecer à delegacia, no bairro do Salgado, e informar que "teria sido
vítima, em tese, do crime de violação sexual mediante fraude". Na ocasião
a vítima relatou que esteve na clínica médica do suspeito, localizada na
Avenida Agamenon Magalhães, no bairro Maurício de Nassau, para fazer um exame
de ultrassom pré-operatório.
A Polícia Civil disse que a vítima relatou que, durante
a realização do exame, o médico "teria praticado atos libidinosos contra
ela". Ao tomar conhecimento do fato, a polícia instaurou um inquérito para
apurar as circunstâncias e determinou que a equipe de investigação realizasse
buscas com o objetivo de identificar e localizar outras vítimas.
Foram identificadas outras duas vítimas, tendo uma
sido molestada em outubro do ano de 2016 e a outra em setembro de 2020,
conforme informado na nota. O médico teve prisão preventiva decretada e, em seguida,
foi transferido para a Penitenciária Juiz Plácido de Souza, onde ficará à
disposição da Justiça.
O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco
(Cremepe) instaurou uma sindicância "ex-officio", que é quando as
denúncias são veiculadas nos meios de comunicação, para apuração do fato. A
partir de então, o caso corre em sigilo processual para não comprometer a
investigação, e segue o que estabelece o Código de Processo Ético Profissional
(CPEP).
FONTE: G1 CARUARU E REGIÃO.