Publicada em 11/10/2021 às 07h59.
Casal é detido por vender informações sobre navios nucleares dos EUA
Por quase um ano, o casal "vendeu informações".


Foto: FBI/Reprodução


Um casal americano foi preso na Virgínia Ocidental sob a acusação de vender informações sobre navios nucleares para o que se acredita ser um país estrangeiro, informou o Departamento de Justiça, no domingo (10). Por quase um ano, o casal "vendeu informações conhecidas e dados restritos sobre o projeto de navios nucleares a uma pessoa que acreditava representar um país estrangeiro", acrescentou o comunicado. O destinatário era um agente do FBI disfarçado.


Jonathan Toebbe, que por meio de seu trabalho teve acesso a dados restritos sobre navios de guerra movidos a energia nuclear, colaborou com sua esposa para entregar dados sobre reatores nucleares de submarinos em troca de US$ 100.000 em criptomoedas, de acordo com um depoimento incluído na denúncia.


Em abril de 2020, Toebbe enviou um pacote para um governo estrangeiro que continha "uma amostra restrita de dados e instruções para estabelecer um relacionamento clandestino", de acordo com o documento.


A denúncia diz que o FBI interceptou o pacote e um agente disfarçado fingiu ser um representante daquele governo estrangeiro para estabelecer uma relação com o casal.


O agente enviou a Jonathan Toebbe, que usava o pseudônimo de 'Alice', um e-mail oferecendo a ele um presente como agradecimento pelos dados. No entanto, Toebee respondeu com cautela e pediu para estabelecer um local de entrega e cobrar em criptomoedas.


Nos meses seguintes, o casal transferiu vários cartões de memória SD com dados para o agente. Na primeira entrega, "o cartão SD foi embrulhado em plástico entre as fatias de pão de um sanduíche de pasta de amendoim", afirmou o agente na denúncia. Outros cartões foram escondidos em um pacote de chiclete e um band-aid.


O casal, ambos na casa dos 40 anos, foi preso no sábado enquanto entregava outro cartão SD. O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, elogiou as agências envolvidas por "frustrar o complô" e dar "o primeiro passo para levar os criminosos à justiça", disse o comunicado. O Departamento de Defesa não quis comentar a notícia quando contatado pela AFP. O casal comparecerá a um tribunal federal da Virgínia Ocidental na terça-feira.


Os submarinos nucleares americanos estiveram recentemente no centro das atenções quando a Austrália e a Grã-Bretanha revelaram um novo contrato de defesa negociado secretamente durante vários meses.


Para fechar esse negócio, a Austrália rompeu um acordo de compra bilionária de submarinos convencionais franceses, o que desencadeou um sério problema diplomático entre Canberra e Paris e entre o governo francês e Washington.



FONTE: DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

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