
Procedimento de radioterapia / Reprodução da assessoria.
Entre janeiro e agosto de 2021, o
Ministério da Saúde entregou 13 novos equipamentos de radioterapia a hospitais
habilitados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), elevando para 49 o total de
dispositivos instalados por meio do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS.
Criado em 2012 e iniciado em 2013,
o plano prevê a instalação de 100 novos equipamentos de teleterapia. O objetivo
é ampliar a oferta de um dos principais procedimentos no tratamento do câncer,
a radioterapia, “reduzindo os vazios assistenciais e atendendo às demandas
regionais de assistência oncológica” na rede pública de saúde.
Segundo o mais recente balanço
divulgado sobre a implementação do plano, até o início deste mês 11 dos 49
equipamentos já instalados ainda dependiam da obtenção da licença de operação
para começar a funcionar.
Além disso, havia, em agosto, mais
quatro projetos de instalação em fase de execução: Hospital Universitário Santa
Terezinha, em Joaçaba (SC); Santa Casa de Caridade, de Bagé (RS); Hospital
Universitário Severino Sombra, de Vassouras (RJ) e Hospital Cura D’ars -
Sociedade Beneficente São Camilo, em Fortaleza (CE). Só para equipar o Cura
D´ars, o Ministério da Saúde anunciou, em agosto do ano passado, que
investiria, à época, R$ 8,5 milhões.
Em novembro de 2017, o então
ministro da Saúde Ricardo Barros chegou a declarar que a expectativa era de que
os 100 novos equipamentos estivessem instalados até o fim de 2019. Embora o
total de equipamentos instalados ainda não chegue a 50% do previsto no plano de
expansão de 2012, a análise dos balanços divulgados mensalmente revela que, com
o andamento de obras paralisadas e a aprovação de projetos, a ampliação da rede
vem se acelerando.
Em dezembro de 2018, havia apenas
12 projetos concluídos e 33 em execução. Um ano depois, 21 equipamentos já
tinham sido instalados e 17 obras estavam em andamento. Em dezembro de 2020, o
total de soluções de radioterapia entregues chegou a 36, e oito projetos
estavam sendo executados.
“Temos muito orgulho de apresentar
esses dados”, disse nessa quarta-feira (20) a diretora do Departamento de
Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde, Maíra Botelho. “O
objetivo é expandir e integrar o tratamento cirurgia-quimio-radioterapia, tudo
em um mesmo hospital, para evitar que os usuários tenham que perambular pela
rede [de saúde], perdendo tempo de tratamento”, acrescentou Maíra, ao
participar de uma cerimônia na qual o Ministério da Saúde apresentou um balanço
das ações da pasta na luta contra o câncer de mama.
O evento foi parte das ações do
Outubro Rosa, que busca conscientizar a população em geral sobre a importância
de as mulheres estarem atentas à importância da prevenção e do diagnóstico
precoce do câncer de mama, uma doença que pode afetar até 66 mil mulheres
anualmente e que é a principal causa de morte entre as brasileiras.
Segundo a organização não governamental Oncoguia, apesar de cerca de 60% dos pacientes diagnosticados com algum tipo de câncer se submeterem à radioterapia, a oferta de tratamento sempre foi uma das mais deficitárias do Sistema Único de Saúde. “A garantia de acesso à radioterapia é um dos maiores desafios do país, sobretudo no SUS”, diz a organização em sua página na internet.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.