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É FAKE! / Reprodução do G1.
Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que uma menina de 6 anos, em Santiago del Estero, na Argentina, morreu depois de tomar a vacina contra a Covid-19. É #FAKE.
A mensagem em português compartilha uma publicação em espanhol igualmente falsa.
A publicação fraudulenta diz que a menina tinha 6 anos e era saudável antes de ser vacinada. O texto menciona a escola Thelma Roca, em Santiago del Estero, na Argentina. Um print de um tuíte anexado à mesma publicação afirma, de forma mentirosa, que a garota foi morta no primeiro dia de imunização. A legenda é acompanhada de uma foto de uma criança segurando um cartão de vacinação.
A mensagem é totalmente falsa. Primeiro: a menina que aparece na foto não morreu. A mãe dela fez uma publicação no Facebook esclarecendo que a mensagem é falsa. "Está circulando uma foto da minha filha Valentina Gauna dizendo que ela faleceu por causa da vacina contra a Covid. É totalmente falso. Minha filha está perfeita. Compartilhem. E denunciem as postagens, por favor. Obrigado", diz.
Em entrevista à AFP, a mãe diz que a menina, na verdade, tem nove anos, e não seis, como diz a mensagem falsa. Também esclarece que a menina foi vacinada, mas em Buenos Aires, e não em Santiago del Estero. Nem a menina nem sua irmã mais nova tiveram qualquer reação à vacina.
O Colégio Telma Reca - e não Thelma Roca, como descreve a mensagem falsa - também fez um desmentido em sua página no Facebook.
O Ministério da Saúde de Santiago del Estero publicou em suas redes sociais uma advertência acerca da mensagem falsa de que uma garota morreu ao ser vacinada. O boato foi espalhado antes mesmo do início da vacinação, realizada a partir de 15 de outubro.
Em entrevista ao jornal Nuevo Diário sobre o primeiro dia de vacinação, a diretora da escola Telma Reca lamenta a mensagem falsa.
O governo da Argentina anunciou a aprovação do uso da vacina da Sinopharm, de origem chinesa, para imunizar crianças de 3 e 11 anos contra a Covid-10, única faixa etária que ainda não iniciou o processo de imunização no país sul-americano. O imunizante da Sinopharm é administrado em duas doses, com 28 dias de intervalo.
No Brasil, adolescentes acima de 12 anos são vacinados com o imunizante da Pfizer.
FONTE: G1.