Publicada em 22/10/2021 às 08h20.
Pregando discurso apaziguador, presidente interino e CEO são apresentados no Arruda
Marino Abreu deixa CD temporariamente e ficará como chefe do Executivo por, no mínimo, 30 dias; Abdias Venceslau cuidará da parte "empresarial" do clube.


Abreu (de azul) assume interinamente à presidência do Santa - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco


Licença de presidente, chegada de CEO e alteração provisória no Executivo. Os bastidores do Santa Cruz, após rebaixamento à Série D e eliminação na pré-Copa do Nordeste 2022, estão agitados. O mandatário do clube, Joaquim Bezerra, pediu um afastamento de 30 dias do cargo - pouco mais de oito meses depois de ganhar as eleições presidenciais.  Em contrapartida, o Tricolor trouxe um Diretor Executivo (CEO), Abdias Venceslau. Enquanto isso, no cargo máximo da Cobra Coral, quem assume é Marino Abreu, então presidente do Conselho Deliberativo. Com tantas mudanças em pouco tempo, o Santa organizou uma entrevista coletiva para explicar os próximos passos do clube, esportivamente e administrativamente.


"Meus 30 dias no clube terão como principal missão tranquilizar (a situação). Passamos por um período doloroso, mas a única resposta que podemos dar é trabalho", disse Abreu. O presidente interino também convocou uma reunião do conselho, na próxima quinta, para definir quem assumirá a vaga de primeiro secretário do CD. A antiga dona do posto, Danielle Leal, ficará na presidência do Conselho, enquanto Abreu estiver no Executivo. 


A mudança ocorre após a saída oficial de Mário Godoy, ex-presidente do CD, que estava licenciado do cargo. Outro ato de Abreu é iniciar um procedimento de apuração e eventual punição do sócio do clube que agrediu uma conselheira, após o jogo do Santa Cruz contra o Floresta, na Arena de Pernambuco.


No futebol, a prioridade do Santa Cruz é fechar com um novo executivo de futebol para a próxima temporada. "Devemos em um, dois dias fechar com o novo diretor de futebol", disse o CEO do Santa, Abdias Venceslau. O profissional é economista de formação, com experiência de gestão, sendo CEO também da BW grupo, empresa de educação internacional, com sede em Recife.


STJD


O Santa Cruz está atento a uma possível punição que o clube deve receber após torcedores invadirem o gramado da Arena, após o jogo contra o Floresta. De acordo com Venceslau, o objetivo é tentar minimizar a pena O Tricolor pode perder até 10 mandos de campo na Série D 2022. 


"O Santa Cruz entende a responsabilidade. Falamos com a Arena que vamos arcar com todos os danos. Recebi um e-mail deles de que o levantamento do prejuízo estava sendo elaborado. Quando chegar, vamos quitar o valor. Sobre as possíveis punições (do STJD), vamos fazer uma defesa na medida do possível para o clube não sofrer tanto", completou.


Pior temporada da história 


No geral, sob o comando da atual gestão, o Santa teve o pior rendimento nos 107 anos de história do clube. Em 40 jogos, o time venceu sete, empatou 12 e perdeu 21, com um aproveitamento de 27,5%. No período, o Tricolor contratou mais de 40 atletas, além de ter seis treinadores (Marcelo Martelotte, João Brigatti, Alexandre Gallo, Bolívar, Roberto Fernandes e, agora, Leston Júnior). 


A equipe foi eliminada pelo Náutico na semifinal do Campeonato Pernambucano, caiu na segunda fase da Copa do Brasil e foi lanterna da Copa do Nordeste (pior campanha da Cobra Coral história no torneio). Para completar a frustração, veio o rebaixamento à Série D. Em 2022, o Santa terá apenas o Estadual e a Quarta Divisão.



FONTE: FOLHAPE.COM.BR

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