
Objetivo da ação é combater pobreza menstrual / Reprodução do Diário de Pernambuco.
Com o objetivo de combater a
pobreza menstrual na população carcerária de uma cidade, a Escola Técnica
Estadual (ETE) Arlindo Ferreira dos Santos, de Sertânia, no Sertão do Estado,
arrecadou mais de 45 mil absorventes para serem doados às mulheres da Colônia
Penal de Buíque. O projeto intitulado “Mulheres “in” Visíveis” é idealizado
pelo curso técnico em Enfermagem da ETE. Os absorventes higiênicos serão
entregues nesta sexta-feira (29).
A arrecadação teve início no dia 10 de setembro e terminou no dia 22 de
outubro. Neste período, estudantes, orientados pelos professores do curso,
distribuíram pontos de coleta pelos comércios da cidade e municípios vizinhos,
além de estimularem uma doação por campanha virtual. Além de combater a pobreza
menstrual, o projeto tem o objetivo de discutir a temática entre os estudantes
sobre o cotidiano das prisões femininas devido aos dados alarmantes.
“O projeto faz parte do currículo dos nossos estudantes para valorização da
sociedade e da saúde coletiva. Gosto de dizer que salvamos vidas pela educação.
Na nossa ETE, além de formar excelentes técnicos em enfermagem, queremos formar
cidadãos comprometidos com o bem comum. As mulheres da colônia penal estão
privadas de liberdade mas não de dignidade humana. Saúde é saúde integral. É
impossível falar de saúde sem falar de cidadania”, frisou Luana Amorim,
coordenadora do curso.
Ainda segundo ela, a arrecadação foi tão grande que será dividida entre outra
população. “O número de absorventes arrecadados foi tão surpreendente que vamos
poder dividir os absorventes também para as estudantes do nosso Ensino Médio.
Essa é a prova que podemos. Juntos, podemos muito”, acrescentou.
COMBATE À POBREZA MENSTRUAL
Está previsto para o mês de novembro a entrega dos absorventes do Programa de
Educação em Saúde Menstrual, criado pelo Governo de Pernambuco, por meio da
Secretaria de Educação e Esportes (SEE). Além da distribuição dos produtos de
higiene da mulher, haverá formações e orientação para toda a Rede sobre as
questões sociais, biológicas e emocionais que afetam a vida da mulher durante o
período menstrual, bem como diminuir as ausências escolares durante o ciclo.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.