Publicada em 28/10/2021 às 10h49.
É #FAKE que Giovanna Ewbank precisa devolver milhões da Lei Rouanet
Ela não aparece na lista de beneficiados pela lei de fomento à cultura. Não é a primeira vez que um artista é alvo de uma mensagem falsa relacionada à captação de recursos.


É FAKE! / Reprodução do G1.


Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que a apresentadora Giovanna Ewbank terá de devolver mais de R$ 3 milhões relacionados à Lei Rouanet. É #FAKE.


A mensagem faz a alegação falsa e diz que isso explica por que a atriz e o marido, o também ator Bruno Gagliasso, odeiam tanto o presidente Jair Bolsonaro.


O nome de Giovanna Ewbank, porém, não aparece na busca por projetos constantes no VerSalic, ferramenta na qual é possível navegar pelos projetos culturais que recebem incentivos fiscais do Ministério da Cultura. O mesmo ocorre na busca pelo nome de Bruno Gagliasso.


O empresário de Giovanna, Mauro Lemos, esclarece que a mensagem é totalmente falsa. "Sou empresário da Giovanna Ewbank há mais de dez anos e informo que ela ou quaisquer de suas empresas nunca captaram incentivos por leis que utilizam benefícios fiscais", diz.


"Assim como a maioria dos profissionais que trabalham com arte, Giovanna já foi contratada para participar de projetos apoiados por leis do audiovisual. Contudo, nunca participou de qualquer função executiva, ou do board de tais produtoras, sendo sempre contratada como atriz ou apresentadora."


A Lei Rouanet é o principal mecanismo de fomento à cultura no Brasil. O g1 fez uma reportagem para mostrar como funciona a lei e o que mudou nos últimos meses.


Os autores (que podem ser pessoas físicas ou empresas) submetem seus projetos à Secretaria Especial da Cultura e passam por avaliação do órgão.


Desde que siga os requisitos da lei, o projeto é aprovado. Com isso, o autor tem a permissão de procurar empresas ou pessoas interessadas em apoiar financeiramente o projeto


O valor pode ser repassado através de doação ou patrocínio. No segundo caso, o incentivador pode aparecer em publicidade do projeto, e até receber parte dos produtos para distribuição gratuita


Os incentivadores podem deduzir de seu Imposto de Renda (IR) uma parte ou 100% do valor investido


Não é a primeira vez que um artista é alvo de mensagens falsas envolvendo a lei. Um boato envolvendo Maria Flor, que também é crítica do governo Bolsonaro, por exemplo, já foi desmentido pelo Fato Fake. Uma outra checagem envolvendo o ator Fábio Porchat também foi feita.

 

FONTE: G1.


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