
Procurador-geral de Justiça do MPPE Paulo Augusto Freitas / Reprodução da Folha de Pernambuco.
Atento ao rápido aumento de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) motivado pela disseminação da nova variante do vírus Influenza (H3N2) e à circulação comunitária da cepa ômicron do Novo Coronavírus, o procurador-geral de Justiça do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Paulo Augusto Freitas, expediu recomendação orientando os membros da Instituição intensificar o diálogo com prefeitos e secretários de Saúde de todos os municípios pernambucanos.
"A situação atual demanda o emprego urgente de
medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde
pública, verificando-se a necessidade de ampliação da rede assistencial à
saúde, avanço na vacinação e reforço na fiscalização das medidas não
farmacológicas para prevenção, como distanciamento social, uso correto de
máscaras e higiente sanitária", detalhou Paulo Augusto Freitas no texto da
Recomendação PGJ nº01/2022.
Para alcançar esses objetivos, o chefe do MPPE
recomendou, sem caráter vinculativo e respeitada a independência funcional dos
membros da Instituição, que os promotores de Justiça façam contato com os
prefeitos e secretários de Saúde de todo o Estado para a adoção de medidas
imediatas nesses três eixos.
No primeiro deles, a ampliação da rede assistencial, os
membros do MPPE foram orientados a cobrar a retomada dos Planos de Contingência
Municipais, com atenção integral às pessoas diagnosticadas com Covid-19 e gripe
causada pelo H3N2. Nesse sentido, o MPPE vai fiscalizar o funcionamento das
unidades de saúde e a reativação de leitos de retaguarda, enfermarias,
hospitais de campanha, dentre outros, a fim de ampliar a capacidade de
atendimento.
Além disso, os membros do MPPE devem atuar para garantir o funcionamento ininterrupto das unidades de pronto atendimento, policlínicas e hospitais de pequeno porte; e internar, quando necessário, os casos de síndrome gripal com prioridade para os pacientes com maior vulnerabilidade.
O segundo ponto de atenção é a vacinação. A recomendação aos promotores é de cobrar a ampla divulgação da importância de o município imunizar os cidadãos, realizar busca ativa dos indivíduos que ainda não completaram o ciclo vacinal e reforçar as equipes nos pontos de vacinação, de modo a ampliar os horários de atendimento.
Além disso, o MPPE deve estimular os
municípios a estabelecer a obrigatoriedade de comprovação da vacinação para o
exercício de determinadas atividades, a exemplo do que já vem sendo realizada
em vários Estados e por toda a administração direta e indireta do Governo do
Estado.
Por fim, o procurador-geral orientou os membros do MPPE a buscar, junto às autoridades locais, o compromisso de reforçar as medidas não farmacológicas indicadas para a prevenção das doenças infectocontagiosas. Nesse rol estão o uso obrigatório da máscara facial, respeito ao distanciamento social e higienização constante das mãos.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.