Publicada em 15/06/2022 às 10h44.
Plataformas de streaming apostam em combos de assinatura e comerciais
As grandes empresas de streaming já perceberam que podem lucrar mais ao diversificar sua oferta de assinaturas.


Imagem meramente ilustrativa / Reprodução do google.


Um pacote que te dá direito a um conjunto de canais, que vão da programação mais genérica à mais de nicho, com filmes, séries e programas esportivos, interrompida vez ou outra por anúncios. Parece a descrição de uma assinatura de televisão a cabo, mas é para isso que caminha, hoje, o mercado de streaming.


Pois é. Aqueles serviços que tomaram o audiovisual de assalto por exibirem conteúdo de forma ininterrupta, por preços comparativamente baixos e para todos os gostos estão promovendo um retorno parcial à era da TV tradicional. É o que indicam testes em curso e planejados por gigantes como Netflix, Disney e Amazon.


A primeira já avisou aos funcionários que deve implementar uma assinatura mais barata, custeada por anúncios, ainda em 2022. A segunda separa suas bibliotecas entre o Disney+ e o Star+ de acordo com produtora, gênero e público-alvo. A terceira tem ampliado cada vez mais as parcerias, para que o assinante não apenas pague pelo Prime Video, mas também por combos cheios de conteúdo extra, de documentários ambientais a partidas de futebol.


Não é como se streaming e televisão paga fossem virar a mesma coisa -mas o primeiro tem, definitivamente, estudado e posto em prática algumas fórmulas que se provaram bem-sucedidas na segunda.


"Na América Latina nós estamos repetindo um ciclo similar ao de mercados mais avançados, em que os serviços por assinatura puxaram a primeira onda de crescimento do setor. Com a penetração de TVs conectadas [televisores com acesso à internet] para além dos domicílios de alta renda, agora haverá um crescimento de serviços baseados em publicidade", explica Rafael Pallares, diretor latino-americano da Magnite, plataforma de venda de mídia digital.


De acordo com ele, em mercados como os Estados Unidos, as grandes empresas de streaming já perceberam que podem lucrar mais ao diversificar sua oferta de assinaturas -afinal, a mensalidade premium da Netflix, de R$ 55,90, pesa no bolso de muitos brasileiros, mas uma versão mais barata, com anúncios, pode ajudar o gigante a entrar em lares nos quais a televisão linear ainda reina suprema.


Pegue como exemplo o Hulu, irmão americano do Star+. Lá fora, sua assinatura padrão custa US$ 6,99 -cerca de R$ 35- por mês, parcialmente subsidiada por publicidade. Mas quem quer e pode pagar por uma versão sem interrupções, desembolsa US$ 12,99 -ou R$ 66.


A primeira já avisou aos funcionários que deve implementar uma assinatura mais barata, custeada por anúncios, ainda em 2022. A segunda separa suas bibliotecas entre o Disney+ e o Star+ de acordo com produtora, gênero e público-alvo. A terceira tem ampliado cada vez mais as parcerias, para que o assinante não apenas pague pelo Prime Video, mas também por combos cheios de conteúdo extra, de documentários ambientais a partidas de futebol.


Não é como se streaming e televisão paga fossem virar a mesma coisa -mas o primeiro tem, definitivamente, estudado e posto em prática algumas fórmulas que se provaram bem-sucedidas na segunda.


"Na América Latina nós estamos repetindo um ciclo similar ao de mercados mais avançados, em que os serviços por assinatura puxaram a primeira onda de crescimento do setor. Com a penetração de TVs conectadas [televisores com acesso à internet] para além dos domicílios de alta renda, agora haverá um crescimento de serviços baseados em publicidade", explica Rafael Pallares, diretor latino-americano da Magnite, plataforma de venda de mídia digital.


De acordo com ele, em mercados como os Estados Unidos, as grandes empresas de streaming já perceberam que podem lucrar mais ao diversificar sua oferta de assinaturas -afinal, a mensalidade premium da Netflix, de R$ 55,90, pesa no bolso de muitos brasileiros, mas uma versão mais barata, com anúncios, pode ajudar o gigante a entrar em lares nos quais a televisão linear ainda reina suprema.


Pegue como exemplo o Hulu, irmão americano do Star+. Lá fora, sua assinatura padrão custa US$ 6,99 -cerca de R$ 35- por mês, parcialmente subsidiada por publicidade. Mas quem quer e pode pagar por uma versão sem interrupções, desembolsa US$ 12,99 -ou R$ 66.


FONTE: NOTÍCIA AO MINUTO.



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