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Quipapá / Reprodução do g1.
Subiu para 33, nesta terça-feira (5), o número de cidades afetadas pelas fortes chuvas que atingem diversas regiões de Pernambuco, desde a sexta-feira (1º). De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil de Pernambuco, tenente-coronel Leonardo Rodrigues, 9.731 pessoas tiveram que deixar suas casas por causa do temporal.
Dois homens levados pela correnteza continuavam desaparecidos e eram procurados pelo Corpo de Bombeiros. Na cidade de Iati, no Agreste pernambucano, um agricultor de 64 anos morreu ao tentar desentupir bueiros, no domingo (3).
Um deles é José Roberto da Silva, que saiu de casa no sábado (2) para olhar como estava a enchente e caiu de uma ponte em Catende, segundo a prefeitura.
O segundo desaparecido é o auxiliar de serviços gerais Alex Fernando da Silva, de 20 anos, que foi arrastado pela correnteza em Jaqueira, no domingo (3). Segundo a prefeitura, Alex teria tomado um choque em um poste ao atravessar a ponte, o que fez com que ele perdesse o equilíbrio e caísse.
O momento em que ele é levado pelo alagamento foi registrado por uma câmera de segurança.
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Homens que ainda estão desaparecidos / Reprodução do g1.
Situação de emergência
Segundo secretário executivo da Defesa Civil, do total de cidades afetadas pelas chuvas, 22 enviaram ao governo decretos pedindo o reconhecimento de situação de emergência nas localidades. A lista de municípios, no entanto, não foi divulgada até a última atualização desta reportagem.
"O número atual de pessoas desabrigadas é de 1.413, e de pessoas desalojadas, 8.318. Esse número é dinâmico, pode ser atualizado durante o dia, e também pode ser diminuído, a depender da evolução desse desastre", afirmou o secretário.
De acordo com o monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), entre a segunda-feira (4) e esta terça-feira (5), o local em que mais choveu foi Cortês, na Zona da Mata Sul, com mais de 60 milímetros. Em seguida vem Bonito, no Agreste, com 56 milímetros.
O secretário afirmou que a previsão é de que a intensidade das chuvas diminua consideravelmente.
"A tendência é de que as chuvas diminuam e que as pessoas que estão fora de suas residências retornem para fazer a limpeza e, aí, com as condições de segurança permitindo, eles voltem a suas residências", afirmou.
Leonardo Rodrigues também afirmou que julho é, historicamente, o mês que mais chove durante o ano. E a Zona da Mata Sul, geralmente, é a região onde mais chove no estado. Em 2010, uma forte enchente na bacia do Rio Una deixou 20 mortos e pelo menos 82 mil pessoas fora de casa.
Na época, durante a gestão do ex-governador Eduardo Campos (PSB), foi prometida a construção de cinco barragens de contenção. Doze anos depois, somente uma for entregue: a de Serro Azul, em Palmares, que leva o nome justamente do ex-governador, morto num acidente aéreo em 2014.
"Mesmo a Apac informando que a chuva vai ser fraca, qualquer precipitação pode trazer esse cenário que a gente está vendo, porque existem hoje 25 reservatórios acima de sua capacidade. A água não vai ser contida em alguns reservatórios, vai passar pelo rio, procurar seu destino final e, por onde ela passa, pode deixar um rastro de destruição", afirmou o secretário Leonardo Rodrigues.
Previsão
As chuvas devem continuar, mas com intensidade fraca, ao longo de toda a semana, na Zona da Mata, Agreste e Grande Recife, segundo a Apac.
“O sistema que estava atuando para provocar as chuvas, que pegou a Mata Sul no final de semana, ele enfraqueceu. Teve seu ciclo encerrado. Agora, vai dar uma parada nas chuvas, vai ficar algumas chuvas isoladas, pancadas, céu parcialmente nublado”, explicou o meteorologista Patrice Oliveira.
Atualmente, a situação nessas três regiões do estado é de observação, explicou Oliveira. “Tivemos chuvas sequenciais que já ocorreram nessa região. Apesar de chover pouco, o solo já está muito saturado, os rios já estão em nível de atenção. Por isso, as pessoas devem ter cuidado”, disse.
FONTE: G1.