Hoje, o rapper tem 7,2 milhões de seguidores no Instagram e acumula parcerias com nomes famosos do rap, como L7nnon, MC Poze do Rodo, Caio Luccas, Kayuá, Mc Cabelinho e Mc Hariel. Lançado há um mês, seu novo trabalho, "Lume", tem uma pegada mais trap como o momento pede, mas com pinceladas pop que sempre deram pinta na sua trajetória. A maior de todas elas é a faixa com Anitta. Em menos de uma semana, o clipe oficial já teve mais de 2,5 milhões de visualizações.
E se no passado Filipe chegou a dizer que não adiantava ficar ressentido por não ser popular como Anitta porque "ela rebolava e se comunicava com quem rebolava", Filipe usou e abusou dos atributos artísticos da artista. No clipe, a musa pop sensualiza em um macacão vermelho grudado no corpo em um feat picante e faz referência a drogas, como maconha: "Transa na piscina fumando meu beck". Nas redes, chegaram até a cogitar um ligeiro affair entre os dois tamanha a química.
O primeiro disco veio "Numa margem distante", em 2009. Filipe chegou tímido à cena musical, mas em 2012, com "Vivaz", dava pistas de que viraria o jogo em breve. Letras fortes como jab e de impacto com um golpe cruzado, que deixavam os mais céticos confusos ao ver um homem branco, com cara de boyzinho, traduzir tão bem um universo restrito e conservador.
Não teve jeito, "Neurótico de guerra" fez barulho e chegou até mesmo quem não era lá muito chegado ao gênero musical, falando sobre mulheres, obstáculos do dia a dia e maconha.
Outro golpe certeiro de Filipe foi entender que para falar com mais gente, era preciso fazer as pazes com o mercado. Seu segundo disco, o "Revel", saiu por um selo da Skol Music. Narizes torcidos à parte, o rapaz começou a tocar nas rádios e foi mostrando conteúdo, além da (boa) forma - dos grandes palcos às quebradas.
FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.