Publicada em 02/08/2022 às 09h48.
Dia da Cultura Nordestina: saiba de onde vem a data e conheça algumas tradições
Data faz referência a Luiz Gonzaga, eterno Rei do Baião. Café da manhã reforçado, com cara de 'almoço', faz parte do começo do dia nos mercados públicos do Recife.


Luiz Gonzaga / Reprodução do google.


Dois de agosto é o Dia da Cultura Nordestina em homenagem a Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião, que faleceu nessa mesma data em 1989. A cultura da região foi influenciada por indígenas, africanos e europeus, sendo que costumes e tradições muitas vezes variam de estado para estado.


Luiz Gonzaga nasceu em Exú, no Sertão de Pernambuco, e foi considerado uma das mais completas, importantes e criativas figuras da música popular brasileira. Ele popularizou gêneros regionais, como toada, aboio, xote, chamego e xaxado.


Cantou as alegrias, mas também a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino.


"Quando a gente fala da construção da identidade do brasileiro, a gente inevitavelmente vai passar pela música de Luiz Gonzaga. [...] Com a sua musicalidade, ele traz esse novo, esse respirar para a cultura nordestina", declarou o educador Marcos Leite.


Leite trabalha no Memorial Luiz Gonzaga, no Pátio de São Pedro, no Recife. O local tem um rico acervo permanente, composto por biografia, discos, fotos, livros, instrumentos musicais, além de objetos típicos da cultura sertaneja. O memorial completa 14 anos nesta terça-feira (2).


O espaço tem a missão de levar ao público os bens de cultura material e imaterial produzidos por e a partir de Luiz Gonzaga. Ele deve reabrir, após reforma, na sexta-feira (5), das 9h às 16h.


Café da manhã 'reforçado'


Uma tradição mantida em Pernambuco é o café-da-manhã reforçado, para garantir a "sustância" durante o dia.


Antes mesmo das 6h, começa o movimento na parte de alimentação do Mercado de São José, no bairro de mesmo nome, na área central do Recife. "Ser nordestino é ser feliz comendo", disse um comerciante do local.


Os pratos servidos mostram a mistura de culturas: macaxeira, por vezes chamada de aipim e mandioca em outros locais do país; charque, conhecida como carne seca no Sudeste; inhame; carne guisada, feijão, cuscuz, entre outros alimentos.


FONTE: G1.



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