Publicada em 08/08/2022 às 10h58.
É #FAKE imagem que mostra Lula e Moro juntos e sorrindo em 2022
Montagem foi feita com base em foto que mostra Lula ao lado de outra pessoa.


É FAKE! / Reprodução do g1.


Circula nas redes sociais uma foto que mostra o ex-juiz Sérgio Moro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva juntos no mesmo ambiente e sorrindo em 2022. É #FAKE.


Lula e Moro não aparecem juntos na mesma foto e a imagem em circulação é uma montagem falsa. Uma busca reversa na imagem mostra que a fraude foi produzida com base em uma foto real, em que Lula aparece, na verdade, ao lado de sua esposa, Janja.


A assessoria de Moro afirma também que a imagem é falsa. Publicações fraudulentas de Moro e Lula juntos passaram a circular após uma ala do União Brasil, partido de Moro, dar sinais de aproximação com o ex-presidente. E depois que o deputado federal e presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, anunciou que desistiu de concorrer à Presidência da República.


Moro, entretanto, reagiu a um possível apoio de Bivar a Lula. "PT e Lula de volta jamais. Eu desmontei a corrupção dos governos do PT e executei a prisão do Lula. O resto é mentira da turma das fake news e das vivandeiras da corrupção", escreveu, em seu perfil verificado no Twitter.


Moro anunciou que é pré-candidato ao Senado, pelo Paraná, nas Eleições de 2022, pelo União Brasil. Já o PT e a federação partidária Brasil da Esperança – formada por PT, PC do B e PV – oficializaram a candidatura do ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto em julho.


Em julho de 2017, Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Em abril de 2018, ele teve a prisão decretada pelo então juiz Sergio Moro e, alguns dias depois, se entregou à Polícia Federal após um ato na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


Em 2021, uma decisão do ministro do Supremo, Edson Fachin, anulou as condenações e tornou Lula elegível. Na decisão, Fachin considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos casos da Lava Jato relacionados à Petrobras, não era a instância competente para julgar Lula — para o ministro, as acusações ao ex-presidente não tinham relação direta com a Petrobras.


Em abril do mesmo ano, o plenário do Supremo confirmou a decisão e enviou os processos para a Justiça Federal do Distrito Federal.


FONTE: G1.



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