Publicada em 16/08/2022 às 09h02.
Fake news nas eleições: WhatsApp ainda é a plataforma mais preocupante, avalia Pablo Ortellado
Apesar dos esforços para conter desinformação, dificuldade de rastreamento de mensagens na plataforma proporciona maior brecha na disseminação de notícias falsas.


WhatsApp preocupa / Reprodução do g1.


O ministro Alexandre de Moraes toma posse da presidência do TSE nesta terça (16) – mesma data em que começa oficialmente a campanha eleitoral.


Com isso, Moraes assume a missão de "enxugar gelo" ao tentar conter a desinformação durante a corrida à Presidência. É o que avalia Pablo Ortellado, coordenador do Monitor do Debate Político no Meio Digital e professor da USP. Para o especialista, o WhatsApp segue como a plataforma mais preocupante em seu potencial de disseminação de mentiras por conta da dificuldade de rastreamento das mensagens.


"O WhatsApp viraliza mensagens e você não consegue saber a autoria", diz. Você sabe a pessoa que estava fazendo os últimos passos da distribuição. São inocentes úteis [...] pessoas de boa fé acreditando naquele conteúdo e passando para a família. Você não tem os instrumentos para pegar o começo da cadeia."


Na disputa entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL) nas redes, importa menos o número individual de seguidores e mais o tamanho do exército de influenciadores a serviço de cada um, avalia o pesquisador.


Em conversa com Renata Lo Prete, o colunista do jornal "O Globo" pondera que ataques entre candidatos sempre existiram. A grande novidade é a ofensiva de um deles contra as regras do jogo. “O elemento mais preocupante são os ataques ao sistema eleitoral”, diz.


FONTE: G1.



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