Publicada em 22/08/2022 às 09h33.
Você conhece todas as propriedades da aroeira? Veja como e quando utilizar esta planta medicinal
Folhas e cascas da planta podem ser utilizadas, por infusão ou cozimento.



Plantas sempre foram usadas na medicina popular. Por meio de chás ou extratos, elas são uma alternativa para tratar as mais variadas doenças. Uma delas, bastante popular, é a aroeira. Mas, apesar de ser natural, é preciso saber quando e como usá-la para aproveitar melhor os benefícios.


Também conhecida como aroeira-vermelha, todas as partes desta planta, que tem propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e cicatrizantes, podem ser utilizadas, mas com cuidado.


As partes mais utilizadas da aroeira são as folhas e as cascas, mas ainda há as flores, as sementes e os frutos. De acordo com o médico fitoterapeuta Celerino Carriconde, a casca deve ser preparada para uso externo, enquanto a planta pode ser usada para ingestão.


“A entrecasca é cicatrizante e an­ti-in­flamatória, mas não pode ser inge­rida, porque pode afetar o organis­mo. Já a folha de aroeira, que tam­bém é anti-inflamatória, ajuda com problemas gástricos”, afirmou Celerino.


Como aproveitar melhor


Uma das formas mais comuns de utilizar a aroeira é o chá. Seu preparo varia de acordo com a intenção do seu uso, conforme explica a nutricionista Luanda Viana.


“A gente pode prepará-lo por infusão ou por cozimento”, diz.


Ainda segundo a profissional, o chá costuma ser receitado para o tratamento de tosse e febre. Já o cozimento da casca é recomendado para tratamento de úlceras ou feridas de pele.


Para uso externo, também é possível fazer compressas ou banhos de assento. “O banho de assento com aroeira é bastante recomendado para o tratamento de infecção urinária, como cistite em mulheres”, pontuou Luanda.


Para uso externo, também é possível fazer compressas ou banhos de assento. “O banho de assento com aroeira é bastante recomendado para o tratamento de infecção urinária, como cistite em mulheres”, pontuou Luanda.


“O uso da aroeira em gestantes, lactantes e crianças não é recomendado. E pessoas com pele sensível também devem evitar”, ressaltou a nutricionista. No caso da pele, o excesso pode provocar reações alérgicas, dermatites e urticárias.


“O uso da planta deve ser feito com cuidado e acompanhamento médico, nutricional ou fitoterápico. No caso de reações alérgicas, um dermatologista também deve ser procurado”, finalizou Luanda.


FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.



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