PIB do Brasil avança 1,2% no 2º trimestre, em sua quarta alta seguida
Frente ao mesmo trimestre de 2021, o PIB cresceu 3,2%.
O
Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,2% no 2º trimestre,
na comparação com os três meses imediatamente anteriores, conforme
divulgado nesta quinta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE).
Comparado
ao mesmo trimestre de 2021, a alta a de 3,2%. O PIB brasileiro
fecha o primeiro semestre de 2022 com alta de 2,5%.
Em
valores correntes, chegou a R$ 2,4 trilhões, contra R$ 2,249
trilhões no primeiro trimestre.
Este
é o quarto trimestre de alta consecutiva da atividade econômica do
país. Nesta divulgação, o IBGE também revisou resultados dos
trimestres passados, o que elevou o primeiro trimestre do ano para um
crescimento de 1% para 1,1%.
Ainda
dentro das revisões, a queda no 2º trimestre de 2021 passou de
-0,2% para -0,3%. No 4º trimestre de 2021, o crescimento passou de
0,7% para 0,8%. Já considerando os novos resultados, o PIB teve o
maior crescimento desde o 4º trimestre de 2020, quando houve alta de
3,2%.
O
PIB também veio em linha com a projeção do indicador da
Fundação Getulio Vargas (FGV), que previa alta de 1,1% no PIB do
período entre abril e junho. A prévia do Banco Central
apontava para uma alta de 0,57%.
A
surpresa desta medição da atividade econômica foi o desempenho da
indústria, que acelerou 2,2% no segundo trimestre. Em comparação
ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 1,9%.
PIB teve crescimento no 2º semestre (reprodução/Google)
Mas
o puxador da economia foi, mais uma vez, o setor de serviços, que
representa cerca de 70% do PIB do país. Os serviços tiveram
alta de 1,3% no trimestre e de 4,5% no contraste com o mesmo período
de 2021.
O
consumo das famílias cresceu 2,6% na comparação com o primeiro
trimestre do ano, e subiu 5,3% em relação ao mesmo período de
2021.
Principais
destaques do PIB do 2º trimestre:
Serviços: 1,3%;
Indústria: 2,2%;
Agropecuária:
0,5%;
Consumo das
famílias: 2,6%;
Consumo do governo:
-0,9%;
Investimentos:
4,8%;
Exportações:
-2,5%;
Importação: 7,6%.
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