
Acusado e vítima / Reprodução do Agreste Violento.
O Ministério Público do Estado
de Pernambuco (MPPE), por meio do Grupo de Atuação Conjunta Especial (GACE),
instituído pela Procuradoria-Geral de Justiça para acompanhar as investigações
do caso, denunciou à Justiça, Marcelo da Silva pelo homicídio da criança
Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva, à época com 7 anos. O MPPE analisou o
inquérito policial concluído, de 27 volumes, totalizando 5.831 páginas. O
protocolo da denúncia foi iniciado na quarta-feira (31/08) e encerrou nesta
quinta-feira (1º), devido à quantidade de arquivos que acompanham
Marcelo da Silva foi
denunciado por homicídio triplamente qualificado (artigo 121, parágrafo 2º,
incisos I, III, IV, e § 4º (segunda parte), do Código Penal Brasileiro,
presentes as qualificadoras de motivo torpe, com emprego de meio cruel e
mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima; e a causa de
aumento de pena de um terço, pois o crime foi praticado contra pessoa menor de
14 anos.
ALlém da denúncia, o GACE
também se posicionou favoravelmente ao pedido de prisão preventiva do
denunciado, por entender que essa medida é necessária para acautelar a ordem
pública, considerando o modus operandi do delito, causando temor social, bem
como ao risco de reiteração delitiva, com intuito de prevenir o possível
cometimento de novos delitos.
Crime
O crime ocorreu em 10 de
dezembro de 2015, em uma sala do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, situado em
Petrolina, Pernambuco. Na ocasião, ocorria uma festa de formatura no colégio. O
corpo e a arma do crime foram encontrados em uma sala localizada em nível
inferior ao da arquibancada da quadra poliesportiva.
Atuação do Ministério Público
no caso
O MPPE acompanhou o andamento
das investigações desde o seu início, tendo sido constituído grupo de trabalho
já em 10 de junho de 2016. O grupo requisitou diversas diligências
investigatórias à Força Tarefa da Polícia Civil com o fito de esclarecer
lacunas que existiam nos referidos autos antes da captura do suspeito.
Em 17 de agosto de 2021, a equipe ministerial que acompanhava o caso foi reconfigurada, tendo sido instituído pelo Procurador-Geral de Justiça o Grupo de Atuação Conjunta Especial (GACE), composto por ngela Márcia Freitas da Cruz, Promotora de Justiça e Coordenadora do CAO Criminal, Érico de Oliveira Santos, 7º Promotor de Justiça Criminal de Petrolina, Almir Oliveira de Amorim Júnior, 9º Promotor de Justiça Criminal de Petrolina e Filipe Regueira de Oliveira Lima, Promotor de Justiça de Lagoa Grande.
FONTE: AGRESTE VIOLENTO.