Publicada em 03/10/2022 às 09h09.
Candidatos a presidência do Brasil falam sobre expectativa
Confira o que disse Lula e Bolsonaro.


Entrevista de Lula / Reprodução do google.


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste domingo (2) que "a luta continua até a vitória final", em alusão ao segundo turno, no qual enfrentará o presidente Jair Bolsonaro (PL) em 30 de outubro.


"Vamos ter que viajar mais fazer mais atos públicos, mais comícios (...), convencer a sociedade brasileira daquilo que estamos propondo (...) A luta continua até a vitória final", disse Lula após obter 48,26% dos votos no primeiro turno das presidenciais, apenas cinco pontos a mais que Bolsonaro (43,22%), após 99,33% dos votos apurados.


O ex-presidente Luiz Inácio da Silva (PT) afirmou que o partido vai mapear os locais onde recebeu menos votos e que São Paulo —maior estado do país— será o principal palco de confronto com o presidente Jair Bolsonaro (PL). O petista discursou logo após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais.


“Toda eleição que eu disputo eu tenho vontade de ganhar no primeiro turno, mas nem sempre é possível”. O petista reforçou que sua candidatura sempre esteve na frente, pelas pesquisas de intenção de voto. “E eu sempre achei que a gente ia ganhar essas eleições. E eu vou dizer pra vocês: a gente vai ganhar essas eleições”, afirmou.


O petista agradeceu ao comportamento da imprensa e elogiou os eleitos por todo o Brasil. “Toda eleição que eu disputei foi no segundo turno. Todas. O que é importante é que o segundo turno é a chance de você amadurecer as tuas propostas e a tua conversa com a sociedade”. 

 

Ainda segundo Lula, o momento será para conversar com adversários. “Com aqueles que pensam que não gostam de nós, vamos convencê-los que nós seremos a melhor opção para melhorar a vida do povo brasileiro", completou, antes de seguir para a Avenida Paulista.




Jair Bolsonaro


O candidato à reeleição para a Presidência da República, Jair Bolsonaro (PL) afirmou, neste domingo (2), que o resultado das urnas é reflexo de um impacto da inflação na popularidade do governo. "Entendo que há vontade de mudar por parte da população", disse para apoiadores e jornalistas, em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. 


"Eu entendo que tem muito voto que foi pela condição do povo brasileiro, que sentiu o aumento dos produtos. Em especial, da cesta básica", destacou, reforçando, ainda, que certas mudanças podem ser o pior para o Brasil.

"Vamos, agora, mostrar melhor para a população brasileira, em especial a classe mais afetada, que é consequência da política do 'fica em casa, a economia a gente vê depois', da consequência de uma guerra lá fora, de uma crise ideológica também", apontou. 

Sobre os números apontados nas urnas, o atual presidente disse que vai aguardar o parecer dos militares das Forças Armadas que estiveram na "sala-cofre", onde ocorre a totalização do TSE.

Na sua fala, Bolsonaro também criticou as pesquisas de intenção de voto, chamando de "mentira" alguns números divulgados. Ao longo da campanha, elas colocavam sua candidatura em segundo lugar.


FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.





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