Publicada em 04/10/2022 às 09h11.
Marília Arraes diz que vai abrir mão da licença maternidade para administrar o Estado
"Tenho quatro anos de mandato. Não vou perder metade de um ano", afirmou Marília.


Marília Arraes / Reprodução do google.


A candidata ao Governo de Pernambuco pelo Solidariedade, Marília Arraes, afirmou nessa segunda-feira (3), um dia depois de ser eleita, em primeiro lugar, no primeiro turno,  que não vai tirar licença maternidade para poder administrar o Estado.


"Eu só tenho quatro anos de mandato. Jamais vou abrir mão da metade de um ano", afirmou, em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta segunda-feira (3). Marília tem duas filhas e está grávida de cinco meses da terceira.


Dizendo-se defensora da licença maternidade, a candidata alega ser um direito da mulher trabalhadora celetista, a concursada, a prestadora de serviços. "Mas ter um mandato é diferente. Eu não vou tirar licença e vou mostrar que é possível conciliar e dar conta do serviço", assegurou, lembrando que, apesar da campanha puxada, nunca parou por estar grávida.


Problemas


Informações oficiais apontam que a parte fiscal está equilibrada, mas há muitos problemas estruturais no Estado.


"Primeiro, vamos arrumar a casa. Pernambuco está muito desmantelado, é uma casa sem manutenção e a saúde pública é um retrato disso", avaliou. A candidata reforçou que vai buscar recursos federais para, por exemplo, reformar o Hospital da Restauração.


Também admitiu fazer uma auditoria caso perceba algo errado e seja necessário buscar os problemas e assumir as responsabilidades.

"Se precisar, vamos corrigir. Será necessário fazer um diagnóstico. Pernambuco é uma caixa preta", apontou, citando que metade da verba investida na Secretaria de Defesa Social vai para a burocracia. "Isso precisa ser revisto", comentou.

Segundo a candidata, as mudanças só serão possíveis agora porque já houve o fechamento de um ciclo, com a derrota do PSB ao Governo. O candidato da Frente Popular, Danilo Cabral (18,06% dos votos), ficou em quarto lugar na disputa, empatado com Anderson Ferreira (18,15%) e Miguel Coelho (18,04%).

"Nesses últimos anos de governo, o PSB ficou usando cargos para calar a boca de um aqui, calar a boca de outro ali. E assim foram levando. Agora é a hora de mudar esse ciclo", enfatizou Marília.


FONTE: FOLHA DE PERNAMBUCO.



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