Publicada em 09/10/2022 às 15h44.
Ponte interditada na BR-319 desaba e isola região no AM
Estrutura ruiu 10 dias após desabamento da ponte sobre o Rio Curuçá, que deixou quatro mortos, 14 feridos e um desaparecido.



Os problemas de infraestrutura na BR-319 seguem causando transtornos e deixando parte da população do Amazonas cada vez mais isolada por terra. Neste sábado (8), a ponte sobre o Rio Autaz Mirim, localizada no km 25, desabou horas após ser interditada na rodovia federal, informou o governador Wilson Lima em uma rede social. A BR é o único acesso terrestre do estado ao restante do país.


Segundo tuíte de Wilson Lima, uma equipe do governo federal avaliaria o local neste domingo (9).


Ainda de acordo com o governador, o desabamento não deixou feridos.


A queda ocorreu horas após a Polícia Rodoviária Federal no Amazonas (PRF-AM) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) anunciarem a interdição da estrutura. A interdição ocorreu 10 dias depois do desabamento da ponte sobre o Rio Curuçá, que ficava no km 23 da rodovia. O desabamento da primeira ponte deixou, pelo menos, quatro mortos, 14 feridos e uma pessoa ainda está desaparecida, segundo o governo estadual.


Ponte sobre o Rio Autaz Mirim na BR-319 foi interditada pelo Dnit. — Foto: Divulgação


O Dnit informou que a ponte sobre o rio Autaz Mirim foi totalmente interditada no sábado para o tráfego de veículos e passagem de pedestres. A travessia tem 174 metros de extensão.


Imagens feitas por motoristas e moradores da região mostram pessoas fazendo a travessia com auxílio de canoas. "Foi um corre, corre. A ponte começou a estalar, seria outra tragédia", diz uma das pessoas que fez o registro no local. Veja vídeo acima.


Alguns municípios do Amazonas que dependem da BR-319 começam a passar por desabastecimento, após o desabamento da primeira ponte, que fica sobre o Rio Curuçá, na altura do município de Careiro da Várzea.


As entregas de alimentos, gasolina e insumos passaram a enfrentar longa espera. Moradores e caminhoneiros enfrentam dificuldades para chegar aos municípios afetados.


A vazante (seca) dos rios do Amazonas agrava o problema, pois prejudica a navegação em alguns trechos e apresenta riscos de colisões que podem provocar naufrágios.


A BR-319 liga Manaus e outras cidades amazonenses a Rondônia, possibilitando a interligação do Amazonas ao restante do país por terra.


Como a rodovia possui vários rios ao longo dos seus mais de 800 quilômetros de comprimento, as pontes acabam ligando a BR em diferentes pontos dentro da floresta amazônica.


Quando a ponte sobre Rio Curuçá caiu, o Governo do Amazonas e o Dnit afirmaram que uma ponte de metal seria instalada de forma emergencial, mas isso ainda não foi feito. A nova previsão era que a instalação dessa estrutura metálica começasse neste fim de semana. Segundo o Governo do Amazonas, a instalação é de responsabilidade do Dnit, que conta com o Exército para a realização do trabalho.


O acidente da ponte sobre o Rio Curuçá aconteceu no dia 28 de setembro, e deixou quatro mortos, 14 feridos e, pelo menos, um desaparecido.


Além de ligar Manaus ao Estado Rondônia, o trecho da BR-319 é caminho de cidades como Careiro Castanho, Manaquiri, Lábrea e Autazes, todas no Amazonas.


Em nota divulgada no sábado, o DNIT informou que a ponte sobre o Rio Curuçá fica no km 23 da rodovia e a ponte Autaz Mirim está localizada no km 25. Com isso, as duas pontes que desabaram ficam a 2 quilômetros de distância uma da outra. A ponte Rio Curuçá está dentro do território no Careiro da Várzea, cidade a 102 km de Manaus. Já a ponte Autaz Mirim pertence ao território do Careiro, município conhecido como Careiro Castanho.


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