Publicada em 02/06/2026 às 13h49.
Em ofensiva contra Raquel Lyra, João Campos afirma que saúde em Pernambuco "retrocedeu"
O pré-candidato apontou perda de R$ 1,5 bilhão no setor e criticou a ausência de novas entregas de UPAs nos últimos anos.

Foto: Divulgação. 


 O pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) usou as redes sociais, nesta segunda-feira (1º), para criticar a saúde em Pernambuco. A ofensiva acontece dias após uma pesquisa de intenção de voto mostrar a governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), à frente.

 

No vídeo, o pré-candidato inicia questionando o que foi feito na saúde no últimos três anos, diz que a pergunta é feita “independentemente de lado”, faz um resgate histórico e familiar ao relembrar as obras estruturais na saúde realizadas por seu pai, o ex-governador Eduardo Campos (PSB), e afirma que discutir a saúde pública “vai muito além de uma fachada”, referenciando a revitalização da fachada do Hospital da Restauração feita na gestão de Raquel.

 

“Nos últimos dias, você deve ter ouvido falar de toda essa polêmica envolvendo o Hospital da Restauração. Independentemente de lado, o que é que isso nos diz sobre o real estado da saúde de Pernambuco?”, questiona o pré-candidato.

 

Nas imagens, ele afirma que cinco das seis grandes emergências são administradas pelo Governo de Pernambuco e foram construídas entre os anos 1940 e 1960. “Nós saímos de 5 milhões para quase 9 milhões de pessoas, entre 1970 e 2010. E em todo esse período, nenhum novo hospital público foi construído na Região Metropolitana do Recife”, diz ele.

 

Em seguida, o pré-candidato declara que “essa história só começa a mudar em 2010, quando Eduardo Campos constrói os três hospitais metropolitanos e o segundo hospital de Caruaru, o Mestre Vitalino”.

 

De acordo com João, no mesmo período, “o estado passou a contar com uma rede de pronto-atendimento, as UPAs. Elas chegaram a todas as regiões do estado para desafogar as grandes emergências. Foram construídas 15 e em paralelo 14 UPAs Especialidades, com foco nas consultas e exames para prevenir e fazer diagnósticos mais rápidos”.


Minutos depois do vídeo, João responde sua própria pergunta afirmando que “nos últimos três anos o investimento ficou menor, saindo de 18,8% da receita em 2022 para 15,8% em 2025”. Segundo o pré-candidato, “esses três pontos percentuais significam que poderiam ter sido gastos R$ 1,5 bilhão a mais na Saúde de Pernambuco num único ano”.

 

“Você deve estar perguntando: ‘Será que parte desse investimento foi direcionado para novas UPAs ou UPAs Especialidades?’ Não. Nenhuma nova unidade foi iniciada e concluída em Pernambuco nesse período. O que é que isso significa? Que Pernambuco não só deixou de avançar como retrocedeu na saúde”, diz.

 

Com imagens do Hospital da Restauração no fundo, João Campos afirma que “o resultado é esse aqui. E é por isso que discutir a saúde vai muito além de uma fachada”. Por fim, João diz que “é fundamental que Pernambuco volte a olhar para frente” e finaliza afirmando que “Pernambuco merece e vai ter muito mais”.

 

O Diário entrou em contato com a assessoria de Raquel Lyra para saber se a governadora iria comentar a publicação; até o momento, não houve resposta da gestão estadual.



FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.






              

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