
Foto: Divulgação.
O
pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) usou as redes sociais,
nesta segunda-feira (1º), para criticar a saúde em Pernambuco. A ofensiva
acontece dias após uma pesquisa de intenção de voto mostrar a governadora e
pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), à frente.
No
vídeo, o pré-candidato inicia questionando o que foi feito na saúde no últimos
três anos, diz que a pergunta é feita “independentemente de lado”, faz um
resgate histórico e familiar ao relembrar as obras estruturais na saúde
realizadas por seu pai, o ex-governador Eduardo Campos (PSB), e afirma que
discutir a saúde pública “vai muito além de uma fachada”, referenciando a
revitalização da fachada do Hospital da Restauração feita na gestão de Raquel.
“Nos
últimos dias, você deve ter ouvido falar de toda essa polêmica envolvendo o
Hospital da Restauração. Independentemente de lado, o que é que isso nos diz
sobre o real estado da saúde de Pernambuco?”, questiona o pré-candidato.
Nas
imagens, ele afirma que cinco das seis grandes emergências são administradas
pelo Governo de Pernambuco e foram construídas entre os anos 1940 e 1960. “Nós
saímos de 5 milhões para quase 9 milhões de pessoas, entre 1970 e 2010. E em
todo esse período, nenhum novo hospital público foi construído na Região
Metropolitana do Recife”, diz ele.
Em
seguida, o pré-candidato declara que “essa história só começa a mudar em 2010,
quando Eduardo Campos constrói os três hospitais metropolitanos e o segundo
hospital de Caruaru, o Mestre Vitalino”.
De acordo com João, no mesmo período, “o estado passou a contar com uma rede de pronto-atendimento, as UPAs. Elas chegaram a todas as regiões do estado para desafogar as grandes emergências. Foram construídas 15 e em paralelo 14 UPAs Especialidades, com foco nas consultas e exames para prevenir e fazer diagnósticos mais rápidos”.
Minutos
depois do vídeo, João responde sua própria pergunta afirmando que “nos últimos
três anos o investimento ficou menor, saindo de 18,8% da receita em 2022 para
15,8% em 2025”. Segundo o pré-candidato, “esses três pontos percentuais
significam que poderiam ter sido gastos R$ 1,5 bilhão a mais na Saúde de
Pernambuco num único ano”.
“Você
deve estar perguntando: ‘Será que parte desse investimento foi direcionado para
novas UPAs ou UPAs Especialidades?’ Não. Nenhuma nova unidade foi iniciada e
concluída em Pernambuco nesse período. O que é que isso significa? Que
Pernambuco não só deixou de avançar como retrocedeu na saúde”, diz.
Com
imagens do Hospital da Restauração no fundo, João Campos afirma que “o
resultado é esse aqui. E é por isso que discutir a saúde vai muito além de uma
fachada”. Por fim, João diz que “é fundamental que Pernambuco volte a olhar para
frente” e finaliza afirmando que “Pernambuco merece e vai ter muito mais”.
O Diário entrou em contato com a assessoria de Raquel Lyra para saber se a governadora iria comentar a publicação; até o momento, não houve resposta da gestão estadual.
FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.