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A
população em situação de extrema pobreza em Pernambuco diminuiu 41% entre 2022
e 2025, segundo estudo divulgado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco
(IGPE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios
Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
De
acordo com o levantamento, 626.148 pernambucanos deixaram a condição de extrema
pobreza no período. O número de pessoas nessa situação passou de 1.521.944, em
2022, para 895.796 em 2025. Em termos proporcionais, o índice caiu de 16,1%
para 9,4% da população do estado.
Segundo
o estudo, esse é o menor percentual de extrema pobreza registrado em Pernambuco
desde o início da série histórica da Pnad Contínua sobre rendimento, iniciada
em 2012.
Os
dados consideram o novo parâmetro adotado pelo Banco Mundial para definir a
extrema pobreza. A linha internacional passou de US$ 2,15 para US$ 3 por pessoa
ao dia, ajustada pela Paridade do Poder de Compra (PPC), indicador utilizado
para comparar o custo de vida entre diferentes países. A mudança ampliou o
número de pessoas potencialmente enquadradas nessa condição, tornando o
critério mais rigoroso.
Apesar
da atualização metodológica, o levantamento aponta continuidade na redução da
extrema pobreza em Pernambuco. Entre os fatores associados ao resultado, o
estudo cita programas de transferência de renda, o crescimento da atividade
econômica, a geração de empregos e o aumento da renda da população.
Em
nota divulgada pelo governo estadual, a governadora Raquel Lyra afirmou que os
números refletem o avanço de políticas voltadas à geração de oportunidades e à
ampliação do acesso a programas sociais. "Quando vemos mais famílias
conquistando renda, autonomia e perspectivas de futuro, temos a confirmação de
que estamos construindo um estado mais justo, com desenvolvimento que alcança
todas as regiões e cria condições para que os pernambucanos possam seguir em
frente com mais dignidade e esperança”, destacou.
Entre
as iniciativas mencionadas está o programa Mães de Pernambuco, criado em 2024.
Segundo o governo, o programa já recebeu investimentos de R$ 717,6 milhões e
atende mais de 146 mil famílias em situação de vulnerabilidade.
O
estudo também destaca indicadores econômicos observados nos últimos anos. De
acordo com dados do Produto Interno Bruto (PIB), a economia pernambucana
registrou crescimento médio superior a 3% entre 2023 e 2025.
Já
os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério
do Trabalho e Emprego, apontam a criação de 191 mil empregos formais no estado
desde janeiro de 2023. O volume supera em 17 mil vagas o total de postos de
trabalho com carteira assinada gerados entre 2010 e 2022.
Outro indicador citado é o rendimento médio mensal da população. Segundo a Pnad Contínua, a renda média real dos pernambucanos passou de R$ 1.891 em 2022 para R$ 2.430 em 2025, uma alta de 28,5% no período.
Para o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, os resultados refletem a combinação entre crescimento econômico e políticas públicas voltadas à redução da pobreza.

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FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.