Publicada em 03/06/2026 às 09h28.
Extrema pobreza cai 41% em Pernambuco entre 2022 e 2025, aponta estudo
Mais de 626 mil pernambucanos deixaram a extrema pobreza no período, levando o Estado a registrar o menor percentual da série histórica iniciada em 2012.

Foto: Divulgação.


 A população em situação de extrema pobreza em Pernambuco diminuiu 41% entre 2022 e 2025, segundo estudo divulgado pelo Instituto de Gestão Pública de Pernambuco (IGPE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

De acordo com o levantamento, 626.148 pernambucanos deixaram a condição de extrema pobreza no período. O número de pessoas nessa situação passou de 1.521.944, em 2022, para 895.796 em 2025. Em termos proporcionais, o índice caiu de 16,1% para 9,4% da população do estado.

 

Segundo o estudo, esse é o menor percentual de extrema pobreza registrado em Pernambuco desde o início da série histórica da Pnad Contínua sobre rendimento, iniciada em 2012.

 

Os dados consideram o novo parâmetro adotado pelo Banco Mundial para definir a extrema pobreza. A linha internacional passou de US$ 2,15 para US$ 3 por pessoa ao dia, ajustada pela Paridade do Poder de Compra (PPC), indicador utilizado para comparar o custo de vida entre diferentes países. A mudança ampliou o número de pessoas potencialmente enquadradas nessa condição, tornando o critério mais rigoroso.

 

Apesar da atualização metodológica, o levantamento aponta continuidade na redução da extrema pobreza em Pernambuco. Entre os fatores associados ao resultado, o estudo cita programas de transferência de renda, o crescimento da atividade econômica, a geração de empregos e o aumento da renda da população.

 

Em nota divulgada pelo governo estadual, a governadora Raquel Lyra afirmou que os números refletem o avanço de políticas voltadas à geração de oportunidades e à ampliação do acesso a programas sociais. "Quando vemos mais famílias conquistando renda, autonomia e perspectivas de futuro, temos a confirmação de que estamos construindo um estado mais justo, com desenvolvimento que alcança todas as regiões e cria condições para que os pernambucanos possam seguir em frente com mais dignidade e esperança”, destacou.

 

Entre as iniciativas mencionadas está o programa Mães de Pernambuco, criado em 2024. Segundo o governo, o programa já recebeu investimentos de R$ 717,6 milhões e atende mais de 146 mil famílias em situação de vulnerabilidade.

 

O estudo também destaca indicadores econômicos observados nos últimos anos. De acordo com dados do Produto Interno Bruto (PIB), a economia pernambucana registrou crescimento médio superior a 3% entre 2023 e 2025.

 

Já os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, apontam a criação de 191 mil empregos formais no estado desde janeiro de 2023. O volume supera em 17 mil vagas o total de postos de trabalho com carteira assinada gerados entre 2010 e 2022.

 

Outro indicador citado é o rendimento médio mensal da população. Segundo a Pnad Contínua, a renda média real dos pernambucanos passou de R$ 1.891 em 2022 para R$ 2.430 em 2025, uma alta de 28,5% no período.


Para o secretário estadual de Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Regional, Fabrício Marques, os resultados refletem a combinação entre crescimento econômico e políticas públicas voltadas à redução da pobreza.




Foto: Divulgação.



FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO.



             





             









              

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