Publicada em 13/06/2019 às 06h38.
Polícia registra B.O. contra mulher que acusa Neymar de estupro
Declarações feitas por ela durante uma entrevista motivaram o registro.

Imagem: JC


A Polícia Civil de São Paulo registrou um boletim de difamação contra Najila Trindade Mendes de Souza, 26 anos,  por conta de declarações feitas por ela ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT, segundo o portal São Paulo Agora da Folha de São Paulo. Na entrevista concedida na última segunda-feira (10), a modelo questionou o trabalho da polícia, no caso em que ela acusa Neymar de estupro.


“A polícia [Civil] é comprada”, afirmou Najila durante a entrevista, ao ser questionada sobre o suposto furto no apartamento dela, um tablet  que conteria um vídeo que prova a acusação que faz contra o jogador teria sido levado.


O delegado José Fernando Bessa ficou ciente das acusações ao assistir a entrevista, de acordo com o boletim de ocorrência, feito pela 6ª Delegacia Seccional de Santo Amaro.


"Desta feita, analisando o teor das declarações de Najila à imprensa, sobretudo quando questionada acerca das digitais colhidas na porta de seu apartamento, verifico ter sido maculada não só a honra da Polícia Civil como instituição [...], mas, sobretudo a honra objetiva dos servidores lotados no IIRGD [Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt], responsáveis pela coleta do material papidatiloscópico [digitais]", diz trecho do boletim de ocorrência.


Na conversa entre Roberto Cabrini e Najila Trindade, o entrevistador comenta que a polícia encontrou no apartamento apenas digitais dela e da empregada. Em seguida, a modelo afirma: “A polícia está comprada, não é? Ou não? Ou eu estou louca?”.


Um ofício será encaminhado ao instituto que coletou as digitais no apartamento. "Caso sintam-se [os peritos] atingidos em sua honra, apresentem eventuais representações [contra Najila]", continha ainda o boletim de ocorrência.


Pronunciamento do Sindicato dos Delegados 


O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) repudiam as declarções da modelo e se manifestaram por meio de nota.


“Antes de mais nada, reafirmamos nossa solidariedade a toda e qualquer vítima de violência de gênero e o compromisso da Polícia Civil do Estado de São Paulo em combater com rigor este tipo de crime. Todavia, não podemos tolerar que ilações sem qualquer fundamento venham a macular a honra de polícias e a imagem de toda uma instituição", diz trecho do pronunciamento.

 

JC

 

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