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É FAKE / Reprodução do G1.
Circula pelas redes sociais uma mensagem que diz que um homem de 25 anos tomou a terceira dose da vacina em 14 de dezembro e teve um infarto 16 dias depois. É #FAKE.
"Não se engane, as reações adversas não são raras.
Fábio Rodrigues, de 25 anos, tomou a dose de reforço em 14/12/2021 e em 31/12
(apenas 16 dias depois) sofreu um #infarto, precisou realizar um #cateterismo e
colocar 2 stents. Ele continuava internado e estava programada ainda uma nova
intervenção. Repito, isso aos 25 anos, e apenas 2 semanas após receber uma dose
de reforço da vacina. Fábio é fisioterapeuta (especialista em fisioterapia
cardiorrespiratória) e trabalha no INCOR de São Paulo, justamente na UTI
especializada em doenças cardíacas e respiratórias", diz a mensagem falsa.
Fábio Rodrigues trabalha no Incor, em São Paulo, e teve um infarto na virada do ano, mas não tem 25 anos e, sim, 48. Além disso, ele não tomou a terceira dose em 14 de dezembro, mas em 4 de outubro.
Fábio publicou um tuíte em dezembro sobre a terceira
dose, que tinha tomado em outubro. O autor da mensagem falsa usou o print desse
tuíte para formular a peça enganosa.
Em entrevista ao g1, Fábio, que é fisioterapeuta, afirma que o infarto não tem relação com a vacina. "Eu tomei a terceira dose em outubro do ano passado. Eles colocam que eu tenho 25 anos e eu tenho 48 anos", diz. "Eu tenho todos os fatores de risco para ter infarto: história familiar, triglicérides alto, colesterol alto e sou sedentário. Os fatores de risco eu tenho todos. Não tem nada a ver com a vacina."
Ele conta que tinha uma obstrução de 80% das artérias secundárias e isso vem de muitos anos.
Com relação a vacina, Fábio nunca teve nenhum problema:
"tomei as duas doses da Coronavac e a terceira da Pfizer e nunca tive
problema. Aliás, o hospital inteiro tomou e não teve problema", diz.
Integrante da equipe que trabalha na UTI de Covid, ele contraiu a doença em
maio de 2020, antes da vacinação. "Foi no auge da pandemia", diz.
"Foi bem leve", diz.
Segundo o Dr. Jorge Kalil, diretor do Laboratório de Imunologia do InCor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), não há até este momento qualquer pesquisa científica que aponte relação entre infarto do miocárdio e vacina contra a covid-19, seja de forma imediata ou tardiamente. Por esse motivo, é inverídica qualquer afirmação sobre essa suposta associação. Por outro lado, é bem estabelecida pela ciência a relação entre infarto, mesmo em jovens adultos, e fatores de risco como histórico da doença na família, colesterol alto, diabetes, hipertensão, obesidade e sedentarismo.
FONTE: G1.